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Pela primeira vez, os candidatos com histórico de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) contarão com a permissão para apoio emocional no Enem durante a aplicação das provas. A medida inédita autorizada pelo Inep permite a presença de um acompanhante reservado ou cão de assistência para auxiliar na estabilização dos estudantes durante o exame nacional.
O atendimento especializado precisava ser solicitado no momento da inscrição e validado pelo órgão organizador. Segundo o edital, o acompanhante autorizado permanecerá em uma sala reservada, sob monitoramento de fiscais, atuando apenas em momentos de necessidade do participante.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, ressaltou a importância dessa acolhida familiar para garantir um exame mais inclusivo. Ele enfatizou que a evolução do certame busca assegurar o direito de todos realizarem a avaliação com a devida acessibilidade técnica e emocional.
Para esta aplicação, o Inep confirmou 138.329 pedidos de atendimento especializado. Além das alterações emocionais, a edição atual incluiu a fibromialgia na lista de condições reconhecidas para receber auxílio adequado no dia da prova.
Relatos de candidatos e neurodivergência
Estudantes neurodivergentes relatam a relevância das adaptações. Maria Clara Gonçalves, de 18 anos, tem TDAH e busca uma vaga em medicina. Ela destaca que salas reduzidas ajudam a conter distrações causadas por ruídos e movimentação excessiva de pessoas.
A autista Isabella Magalhães, de 25 anos, compartilha que o tempo de prova e o ambiente lotado representam os maiores desafios. Para ela, a adaptação governamental é um avanço crucial para amenizar o impacto sensorial nos participantes.
Recomendações técnicas para a prova
A psicopedagoga Giselle de Oliveira Araújo orienta que os alunos reconheçam suas necessidades e apliquem estratégias prévias de autorregulação. Para amenizar a sobrecarga, a especialista sugere técnicas simples que podem ser executadas na carteira:
- Apoiar firmemente os pés no chão e ajustar a postura;
- Relaxar os ombros e alongar as mãos;
- Fazer pausas conscientes para respirar lentamente.
Giselle reforça que a pausa deve ocorrer ao notar sinais de fadiga mental, como reler várias vezes o mesmo trecho. Contudo, ela ressalta que essas práticas devem ser testadas em simulados anteriores para evitar desconfiança ou desconforto durante o exame oficial.
Estatísticas do atendimento especializado
As condições mais notificadas nesta edição incluem participantes com déficit de atenção (51.724), Transtorno do Espectro Autista (34.723), baixa visão (9.792) e deficiência intelectual (8.922). Entre os recursos mais pedidos estão tempo adicional (77.956) e correção diferenciada (42.379).
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