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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, removeu da pauta da próxima quarta-feira (23) o julgamento que analisaria a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso Master, investigado no âmbito da Operação Compliance Zero.
A medida foi adotada nesta quinta-feira após o magistrado constatar forte conexão com o debate levantado pelo decano Gilmar Mendes na última sessão plenária.
Durante a plenária extraordinária, Gilmar Mendes apontou correlação direta entre os pedidos de investigação envolvendo o Banco Master e propôs a tramitação conjunta dos processos.
A votação sobre a reunião dos casos foi temporariamente suspensa por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, com o placar parcial indicando quatro votos a três pela separação.
Na Operação Compliance Zero, a Polícia Federal investiga fraudes bilionárias e crimes de corrupção que teriam sido cometidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao justificar o recuo, Fachin destacou a clara interligação entre os temas debatidos e garantiu que uma nova data será definida oportunamente para a análise.
Entenda o contexto da crise
O ambiente no STF se intensificou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório policial contendo mensagens atribuídas a Vorcaro e destinadas ao ministro Alexandre de Moraes.
Nas tratativas sob escrutínio, o ex-banqueiro mencionava contratos jurídicos e buscava dados sobre ações policiais iminentes, período que antecedeu sua prisão em novembro de 2025.
Em sua defesa, Moraes negou veementemente qualquer contato com o investigado e questionou a integridade e a autenticidade dos registros cibernéticos apresentados.
A tensão na Corte culminou em um embate verbal direto entre Moraes e Mendonça durante a última sessão pública realizada em Brasília.
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