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O Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu nesta quarta-feira (16) uma nova prisão preventiva contra Marcelo Lopes da Silva, ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole, alvo da Operação Ouroboros.
Marcelo havia sido detido na primeira fase da operação, mas recuperou a liberdade após concessão de habeas corpus. A nova ordem partiu da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa.
A reviravolta ocorreu depois que investigadores analisaram o celular apreendido com o suspeito. O material revelou indícios inéditos de corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade, o ex-procurador orientou sua ex-companheira a abrir um MEI.
A empresa fantasma servia para receber repasses de uma empreiteira com contratos milionários no IRM. O acordo previa pagamentos mensais por serviços fictícios.
As mensagens recuperadas indicam que o réu pediu cautela para evitar registros escritos. O contrato foi assinado no mesmo dia da abertura da firma.
O inquérito também apontou manobras para liberar pareceres de interesse do esquema. O ex-servidor tentava impedir o avanço de auditorias externas.
Mesmo após deixar o cargo público em junho, o investigado seguiu atuando em favor do grupo criminoso, conforme demonstrado pelas provas digitais.
Diante das evidências, a denúncia foi ampliada com novas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro aceitas pela Justiça fluminense.
Contexto da investigação
Na primeira etapa da Operação Ouroboros, onze pessoas foram denunciadas por desvios milionários de recursos públicos.
O esquema utilizava contratos superfaturados e repasses para organizações sem estrutura operacional, resultando em vultosos saques em espécie.
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