Por ARIOVALDO IZAC
Em uma semana de reflexões sobre o cenário do futebol, recorda-se a recente indagação de um repórter catarinense ao técnico Cauan de Almeida, questionando a aparente desorganização do time do Avaí. Uma situação que evoca a ousadia necessária para o debate no esporte.
Como bem lembrava o inesquecível narrador Fiori Gigliotti, "o tempo passa". Essa máxima serve para ilustrar a liberdade de expressão que assiste ao treinador Élio Sizenando, do Guarani, para manifestar suas opiniões, mesmo quando estas se direcionam à imprensa esportiva.
Após o empate em 1 a 1 entre Guarani e Itabaiana, Sizenando abordou o comportamento da torcida bugrina, que, segundo ele, vaiava jogadores influenciada pelas críticas veiculadas na mídia. Embora em outros tempos o autor pudesse divergir de tal postura, hoje compreende que, no exercício da democracia, o técnico possui o direito legítimo de rebater as críticas que lhe são dirigidas.
Assim, a divergência de ideias é sempre válida de ambos os lados. Contudo, o autor mantém a convicção de que a escalação com três zagueiros em partidas disputadas em casa não se mostra a estratégia mais adequada para a equipe.
Ausência de criatividade nas laterais
A tática de três zagueiros poderia ser mais plausível se o clube contasse com laterais capazes de gerar impacto ofensivo significativo, o que, infelizmente, não é a realidade atual do elenco. O Guarani, como tem sido reiterado, sente a falta de um meio-campista com habilidade para infiltrar na defesa adversária, criando oportunidades de finalização ou servindo os atacantes em posições favoráveis.
Diante da ausência de um jogador com essa dinâmica – especialmente com o meia João Paulo, que, devido à idade, já não apresenta a mesma intensidade –, o técnico precisa explorar alternativas dentro do grupo à sua disposição.
Hebert como opção central
Com as devidas ressalvas e proporções, seria viável adaptar o veloz atacante de ponta Hebert para atuar em uma função mais centralizada, similar ao que Edílson Capetinha fazia com maestria no Guarani? É fundamental reiterar: com as devidas proporções.
No elenco atual, Hebert se destaca como um dos poucos com capacidade individual para realizar infiltrações pelo centro, além de possuir aptidão para arriscar chutes de média distância, como demonstrou no confronto contra o Volta Redonda.
Portanto, Élio Sizenando, de minha parte, o senhor pode continuar a expressar suas opiniões. O espaço para manifestações é equânime para todos, mesmo diante de discordâncias.
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