As cirurgias são indicações para diversos problemas de saúde, cujos tratamentos medicamentosos não resolvem ou em casos urgentes com risco de vida. A preocupação entre os pacientes é sempre grande com essas recomendações, contudo, felizmente, a evolução tecnológica e da medicina permitem o surgimento paulatino de métodos cada vez menos invasivos, como a embolização.
O procedimento ainda é muito pouco conhecido, porém, é importante para evitar ou retardar uma cirurgia com o bloqueio ou redução do fluxo sanguíneo como tratamento alternativo. Segundo o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, as situações para se indicar a embolização incluem sangramentos, varizes e miomas uterinos ou patologias mais graves, como os aneurismas e alguns tipos de tumores, como no fígado, cabeça e pescoço.
O procedimento é recomendado em muitas ocorrências de tumores, por exemplo. O câncer depende da alimentação do sangue para crescer, mas, com a embolização, as células cancerígenas são reduzidas por não terem contato com a fonte de crescimento.
A embolização insere um cateter até a região a ser tratada com uma pequena incisão em uma artéria, normalmente, na virilha ou braço. Josualdo explica que a cirurgia não é aberta, proporcionando muito mais conforto e liberdade. As intervenções mais agressivas com cortes, exigem um período mais longo de preparo pré-cirurgia e cuidados especiais posteriores, incluindo repouso e evitar esforço para melhor recuperação.
Uma vez que muitas condições podem ser corrigidas com a embolização, é fundamental os interessados conversarem com o médico sobre alternativas de tratamento para compreender as opções, efeitos e vantagens. Somente um cirurgião vascular pode orientar sobre a melhor opção.
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