Os aneurismas são condições que ocorrem com jovens e idosos, mesmo entre quem parece completamente saudável e sem problemas vasculares. A situação foi vivida pela atriz Emilia Clarke em duas ocasiões diferentes que, após anos, relembrou do ocorrido que quase a matou.
O problema aconteceu durante as filmagens de Game Of Thrones, série em que interpretou a famosa “Mãe dos Dragões”, Daenerys Targaryen. Ela tinha apenas 24 anos, quando sofreu o primeiro rompimento, ficando internada e escondendo o caso da produção da série, até ter certeza que não morreria. O segundo aneurisma foi identificado logo depois e, aos 26 anos, passou por uma cirurgia, após descobrir que o problema havia triplicado de tamanho. O procedimento deu errado e passou por uma nova intervenção.
Segundo o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV, Josualdo Euzébio Silva, a condição decorre da dilatação anormal de uma das artérias no corpo, como a do pescoço, abdome e cérebro, sendo considerado o mais comum e letal, responsável por matar até 50% dos acometidos ou deixar sequelas em metade dos sobreviventes.
Muitas vezes, a doença está ligada à genética, devido a alterações no DNA, influenciando a estrutura da parede dos vasos ao longo da vida - tornando-as fracas - ou por originar condições secundárias de saúde, contribuindo para o surgimento do problema, como a aterosclerose ou hipertensão.
Uma questão curiosa está no fato que parte das pessoas morrerá sem saber da existência do aneurisma por sua característica silenciosa. Josualdo explica que os sintomas tendem a surgir quando o rompimento acontece, causando dor local, taquicardia, tontura, náuseas, vômitos e queda de pressão. As sequelas do aneurisma variam conforme a região.
Atualmente, Emilia tem 39 anos e recorda que o quadro a levou a problemas na fala, dificuldade para lembrar detalhes simples - como seu próprio nome -, dor e a perda de pequenas partes do cérebro, com um efeito - chamado por ela de “desligamento emocional”. Entretanto, com o devido tratamento, se recuperou quase completamente, com o cérebro, se adaptando à nova realidade.
O tratamento é indicado conforme a gravidade do caso, sendo conservador ou envolvendo um procedimento cirúrgico. “O primeiro é aplicado em aneurismas pequenos, sem riscos imediatos, incluindo exames, acompanhamento e medicamentos para controlar fatores de risco, como por exemplo, a pressão alta. Já a cirurgia, é indicada para casos mais sérios”, afirma o especialista.
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