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Os cursinhos populares desempenham um papel fundamental na preparação de candidatos de baixa renda para o Enem, oferecendo suporte pedagógico e financeiro. Um exemplo é o projeto Jovem de Expressão, em Ceilândia (DF), que acolhe desde estudantes jovens até idosos como Raimundo dos Santos Nascimento, de 62 anos, que busca uma vaga no curso de psicologia da UnB.

A iniciativa integra a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que atende mais de 58 mil alunos em 1.535 unidades pelo país. O programa prioriza grupos historicamente marginalizados, incluindo pessoas negras, indígenas, quilombolas e estudantes da rede pública, garantindo que a falta de recursos financeiros não seja um impeditivo para a educação superior.

O suporte do Ministério da Educação (MEC) é um pilar dessa estrutura. Cada unidade selecionada pode receber até R$ 163,2 mil, verba destinada ao pagamento de docentes, coordenadores e aquisição de materiais didáticos. Além disso, o projeto prevê um auxílio-permanência de R$ 200 mensais para estudantes, permitindo que foquem nos estudos sem a necessidade de conciliar jornadas exaustivas de trabalho.

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Impacto na trajetória estudantil

Para muitos alunos, como a diarista Márcia Regina Carvalho e a caixa de supermercado Gilmara Pereira, o cursinho representa uma oportunidade de retomar sonhos interrompidos há décadas. O ambiente de acolhimento, que inclui suporte psicológico para lidar com a ansiedade das provas, é essencial para manter a assiduidade e o engajamento dos participantes.

O Enem 2026 será realizado nos dias 8 e 15 de novembro. Com os portões fechando pontualmente às 13h, os mais de 5 milhões de inscritos enfrentarão dois domingos de avaliações, que abrangem desde linguagens e ciências humanas até matemática e ciências da natureza, consolidando o esforço coletivo dessas instituições na democratização do conhecimento.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil