Estudo Revela Impacto do Uso de Cloroquina na Mortalidade
O uso off label da hidroxicloroquina para tratar pacientes hospitalizados com COVID-19 pode estar associado a cerca de 17 mil mortes em seis países, incluindo a Região. Pesquisadores franceses e canadenses, em um estudo publicado no periódico Biomedicine & Pharmacotherapy, também apontam um aumento de 11% na taxa de mortalidade de pacientes que receberam o medicamento.
Limitações e Advertências
Apesar das limitações do estudo e suas imprecisões, os pesquisadores destacam a necessidade de não alterar recomendações com base em evidências frágeis. O número de mortes estimado, 17 mil, pode estar sub ou superestimado, mas certamente seria maior com dados de mais países.
O estudo reforça os perigos do uso prolongado da hidroxicloroquina, associando-o a problemas cardiovasculares. Pesquisas brasileiras também citadas relacionam o medicamento a efeitos colaterais no coração e no fígado.
Recomendações e Controvérsias
Originalmente indicada para tratar malária, lúpus e artrite, a hidroxicloroquina foi defendida por autoridades políticas, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a pandemia, mesmo após evidências científicas apontarem ineficácia e riscos. A OMS suspendeu testes com o medicamento nos primeiros meses da pandemia.
Concluímos que o estudo ressalta a importância de evidências sólidas e a necessidade de cautela ao recomendar tratamentos, especialmente em emergências de saúde pública.