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O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a presença da Força Nacional na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, por um período de 90 dias. Publicada nesta segunda-feira (19), a medida visa reforçar a segurança pública local, apoiar órgãos federais e estaduais e proteger a ordem e o patrimônio da comunidade no entorno da usina.

As ações da Força Nacional ocorrerão em conjunto com as forças policiais do estado do Pará, tendo a coordenação conduzida pela Polícia Federal. O contingente mobilizado na operação será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública.

A responsabilidade pela infraestrutura e pelo suporte logístico das tropas caberá ao órgão que fez a solicitação do apoio policial.

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Contexto e impactos socioambientais

A determinação ocorre no ano em que a inauguração de Belo Monte completa dez anos. Com projeto original datado dos anos 1970, a usina gerou repercussão internacional ao promover o desvio de 80% do fluxo do Rio Xingu, em uma extensão de 130 quilômetros, para abastecer seu reservatório.

Por conta do marco temporal, entidades como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida) publicaram uma carta aberta destacando a vulnerabilidade enfrentada por ribeirinhos, pescadores e populações indígenas locais.

Sob gestão do consórcio Norte Energia desde 2010, o empreendimento hidroelétrico responde atualmente por cerca de 5% da energia consumida no país. Segundo a concessionária, mais de R$ 8 bilhões já foram aplicados em compromissos e compensações socioambientais.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil