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A fragmentação de dados e a falta de integração entre os serviços públicos de atendimento são barreiras críticas para a prevenção do feminicídio no Brasil. Ameaças e agressões costumam anteceder os crimes, mas a desconexão institucional desperdiça oportunidades vitais de intervenção estatal.
Para a promotora Silvia Chakian, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), as entidades de proteção precisam trabalhar em conjunto. Segundo ela, o Estado hoje enxerga apenas fragmentos da violência em vez de analisar a trajetória completa da vítima.
A ausência de uma rede integrada
Durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, especialistas debateram como a divisão de informações enfraquece o combate ao problema. O delegado Julio Guebert reforçou que delegacias, defensorias e unidades de saúde precisam operar conectadas em uma única rede de apoio.
Dados do próprio Fórum mostram que 72,9% dos municípios com menos de 100 mil habitantes não possuem serviços especializados, deixando mulheres vulneráveis sem locais adequados para buscar ajuda imediata.
Desafios e subnotificação
A delegada Cristine Costa destacou a importância de acolher as vítimas logo no primeiro sinal de violência, sem julgamentos. Ela aponta que o registro eletrônico e a qualificação policial ajudam a frear a escalada criminosa.
Apesar de um aumento de 4,7% nos registros de feminicídio em 2025, especialistas alertam para a alta subnotificação. Barreiras como a dependência econômica e a falta de fiscalização adequada nas medidas protetivas continuam colocando vidas em risco pelo país.
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