A reconstrução mamária é uma realidade para centenas de brasileiras que receberam um diagnóstico para câncer de mama e terão de passar por uma mastectomia. O Ministério da Saúde anunciou o envio de ainda mais recursos para esse procedimento com a destinação de R$105 milhões pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O alto número de mulheres à espera de uma vaga na rede pública, aproximadamente 20 mil, alertam para a urgência de uma solução eficiente.
A presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Minas Gerais (SBMMG), Bárbara Pace, explica que a reconstrução mamária é uma cirurgia plástica para devolver a autoestima com a retomada do volume e formato dos seios, um órgão extremamente ligado ao feminino. Normalmente, esse preenchimento é feito com implantes artificiais de silicone ou com a retirada da pele de outras partes do corpo, assim como uma combinação dos dois métodos.
A mastectomia é uma intervenção para tumores em estágios iniciais, prevenindo o desenvolvimento na outra mama, ou quando pode ocorrer, devido a um histórico familiar, mutações genéticas, ou para complementar tratamentos de quimio ou radioterapia.
A médica ainda explica que, quem passa pela mastectomia parcial ou radical, em um ou ambos os seios, tem direito à reconstrução e, normalmente, já recebe orientação médica para procurar mais informações.
Os implantes podem ser colocados no mesmo processo de mastectomia, em uma reconstrução imediata, ou após a confirmação de cura total, envolvendo uma reconstrução tardia. A aréola também pode ser reproduzida através de uma tatuagem.