WSL 2026: confira o calendário e os brasileiros que chegam fortes à temporada do surfe
A World Surf League (WSL) de 2026 já entrou para a história como uma das mais desafiadoras da era moderna. Celebrando 50 anos de surfe profissional, a liga implementou a mudança mais radical da década: o fim do formato Finals em Trestles. Em 2026, o campeão mundial será decidido pela consistência ao longo de 12 etapas, retornando ao sistema de pontos acumulados que consagra o surfista mais regular do ano.
Para os brasileiros, que mantêm a hegemonia mundial, a missão é clara: defender o título conquistado por Yago Dora em 2025 e provar a adaptabilidade da "Brazilian Storm" ao novo regulamento. Cada bateria agora tem peso de decisão, já que não há mais o dia único de finais para salvar a temporada.
O que muda no formato da WSL 2026
A principal transformação é a extinção das repescagens e dos rounds não eliminatórios. O objetivo é tornar o evento mais dinâmico e punir erros estratégicos logo de cara. Se perdeu, está fora.
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Fim do Finals: O título agora é decidido por pontos. Os 9 melhores resultados das 12 etapas compõem a nota final do atleta.
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Peso de Ouro em Pipeline: A icônica etapa de Pipeline, que encerra o ano em dezembro, terá pontuação bonificada (15 mil pontos para o vencedor), garantindo que a briga pelo título chegue aberta até o último dia no Havaí.
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O Corte do Meio da Temporada: Após as 9 primeiras etapas, o grid sofre uma redução. Apenas os 24 melhores homens e 16 mulheres avançam para a "pós-temporada" em Abu Dhabi e Portugal.
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Grande Final Coletiva: Na 12ª etapa (Pipeline), todos os atletas que iniciaram o tour retornam para competir, mas apenas os 9 primeiros colocados no ranking chegam com chances matemáticas de erguer o troféu de campeão mundial.
O que não muda é a disponibilidade de odds para quem quer apostar na WSL 2026. Há boas plataformas com bônus que acompanham o surfe com ofertas durante o ano todo, o que casa bem com essa temporada que vai até dezembro. Aposta é assunto para adultos.
Calendário WSL 2026
A temporada 2026 da WSL será dividida em três fases:
Temporada Regular (9 etapas)
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Etapa 1: Bells Beach, Austrália (1-11 de abril)
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Etapa 2: Margaret River, Austrália (17-27 de abril)
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Etapa 3: Snapper Rocks, Austrália (2-12 de maio)
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Etapa 4: Punta Roca, El Salvador (28 de maio-7 de junho)
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Etapa 5: Saquarema, Brasil (12-20 de junho)
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Etapa 6: Jeffreys Bay, África do Sul (10-20 de julho)
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Etapa 7: Teahupo'o, Taiti (8-18 de agosto)
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Etapa 8: Cloudbreak, Fiji (25 de agosto-4 de setembro)
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Etapa 9: Lower Trestles, EUA (11-20 de setembro)
Pós-temporada (2 etapas seletivas)
Apenas os 24 melhores homens e 16 mulheres avançam para:
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Etapa 10: Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (14-18 de outubro)
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Etapa 11: Peniche, Portugal (22 de outubro-1 de novembro)
Final em Pipeline
Todos os surfistas da temporada retornam para:
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Etapa 12: Pipeline, Havaí (8-20 de dezembro)
A geração brasileira em 2026
O Brasil dominou o cenário competitivo da WSL nos últimos 11 anos, com oito títulos conquistados por Gabriel Medina, Adriano de Souza, Ítalo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Entre veteranos, revelações e promessas, o surfe brasileiro pode esperar uma boa disputa entre tantos nomes de peso.
Yago Dora: campeão da WSL 2025
O catarinense chega como atual campeão mundial no ranking da WSL e, certamente, com a moral lá no alto. Só que ele precisará suportar a pressão de defender o título, ainda mais em um novo formato que pode deixar muito surfista bom de fora.
O objetivo de Yago, claro, é chegar à grande final em Pipeline (local onde sofreu um sério acidente em 2023) para ser bicampeão.
Gabriel Medina: o tricampeão está de volta
Ausente de quase toda a temporada 2025 por conta de uma lesão no ombro esquerdo, Gabriel Medina está de volta para disputar a WSL. O tricampeão (2014, 2018 e 2021) buscará o quarto título neste formato que não é tanta novidade assim para ele, já que venceu justamente assim em 2014.
João Chianca: o promissor "Chumbinho"
Aos 25 anos, João Chianca é um dos representantes da escola brasileira de surfe e tem tudo para substituir veteranos como Gabriel Medina e Ítalo Ferreira quando eles se aposentarem. Para 2026, o carioca quer melhorar a posição da temporada passada (17ª) e, quem sabe, pegar um lugar entre os nove finalistas.
Sangue para isso ele tem, afinal, o “Chumbinho” vem de família que respira o esporte. Ele é irmão caçula de Lucas Chumbo e filho de Gustavo Chumbão, nomes respeitados na modalidade.
Como acompanhar a temporada 2026
No Brasil, a temporada da WSL pode ser assistida exclusivamente pelo SporTV, na TV por assinatura. Cortes e highlights são publicados sempre nos perfis oficiais da WSL no Instagram (@wslbrasil), Twitter (@WSLBrasil) e Youtube (@WSLBrasil).
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