Um morador de 35 anos procurou a Polícia Civil de Ibaté, na quinta-feira (24), após registrar o recebimento de um Pix por engano no valor de R$ 13,5 mil em sua conta e suspeitar de uma fraude. Com receio de cair em uma armadilha, o homem notificou as autoridades em vez de realizar a devolução imediata cobrada por desconhecidos.
Cobranças e falsa autoridade
Logo após o depósito inesperado, a vítima passou a receber diversas chamadas e mensagens exigindo o estorno. Um dos contatos se apresentou como investigador da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca, alegando que o dinheiro deveria ser retornado urgentemente para evitar enquadramento no artigo 169 do Código Penal, referente à apropriação de coisa havida por erro.
Além da pressão verbal, os suspeitos enviaram comprovantes de transferência e a cópia de um suposto boletim de ocorrência. Desconfiado da veracidade dos arquivos, o morador optou por não abrir os documentos recebidos e tentou contato com a sua instituição financeira.
Orientação jurídica e medidas legais
Como estava em viagem pelo estado da Bahia e não se sentiu seguro com as orientações do banco, o homem buscou auxílio com advogados. Por recomendação da assessoria jurídica, ele registrou o caso na polícia e manteve o montante integral retido em sua conta, aguardando que a restituição ocorra pelos meios legais adequados.
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