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A sala de aula é o local de aprendizado por excelência, promovendo experiências e descobertas, propiciando oportunidades para os alunos aprenderem, evoluírem e desenvolverem capacidade crítica e criatividade. O hábito de ler promove a aquisição de conhecimento. As bibliotecas são um complemento essencial no processo de aprendizagem como espaços mais adequados para a prática da leitura. Os ambientes são de acolhida e os usuários são estimulados a lerem e descobrirem novos mundos. A descoberta será mais rica, tanto quanto for a qualidade no desenvolvimento do acervo,  uma das atividades que caracterizam o papel do bibliotecário escolar.

A data 9 de abril, Dia da Biblioteca, surge como uma excelente oportunidade para avaliar como essa profissão faz toda a diferença no cotidiano estudantil. O CRB-1 é responsável pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal e, ao longo do mês do Bibliotecário, em março, promoveu uma programação focada em  homenagem, mas, também, em debater  políticas públicas, qualificação, problemas e soluções.

Ao pensar em acervo, é preciso entender, primeiro, quem é o público-alvo das escolas, ou seja, estudantes e professores. O bibliotecário deve considerar o currículo escolar, os interesses médios de cada faixa etária, mas também os interesses “não escolares” dos indivíduos, tanto quanto possível.

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A qualidade está na maior diversidade de títulos de autores e editores. O ambiente deve propiciar opções de gêneros, estilos e conteúdos diferentes, ampliando a capacidade de expressão através da cultura escrita.  As atividades discutiram a importância de o  bibliotecário ser o mediador entre os alunos e as obras, entre outros temas. A mediação proporciona o desenvolvimento de preferências e apura o perfil do leitor.

Também é essencial o diálogo com os professores, considerando a função pedagógica da biblioteca escolar. A recomendação é contribuir com materiais para as aulas, fontes para formação permanente e apoiar em projetos e necessidades específicas escolares.

A tecnologia pode ser um atrativo para quem ainda não desenvolveu o hábito da leitura. Vale pensar em e-books, audiolivros e computadores como alternativas para estímulo ao mundo literário. Também serve como aliada dos leitores que portam algum tipo de deficiência sensorial.

As sugestões dos alunos e professores são fundamentais e devem ser consideradas; aliás, é essencial que o bibliotecário seja também um leitor. A leitura o permitirá ser um mediador seguro, sensível e aberto às solicitações do público.

O acervo adequado da biblioteca é imprescindível para uma educação de qualidade. Afinal, a biblioteca escolar é mais que um espaço físico; deve-se configurar como um lugar intelectualmente instigante e também refletir os anseios de seus frequentadores.