Um levantamento do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) revelou um aumento no número de internações por infarto de 158%, entre 2008 e 2022, com a média mensal passando de 5.282 para 13.645. O estudo também incluiu os dados do serviço público do Ministério da Saúde, representando até 75% dos brasileiros.
O cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, explica que as doenças cardiovasculares são a principal causa nacional de morte, entre ambos os sexos, atingindo as mulheres, principalmente, cujas estatísticas apontam uma elevação nas internações de 1.930 para 4.973, ou seja, uma ampliação de 157%. A hipertensão, ou pressão alta, também precisa ser tratada com atenção. A condição é uma das mais letais no mundo, e pode, além do infarto, causar outros problemas, como os vasculares, com as lesões nos vasos, aumentando a chance da formação de placas nas artérias. Recentemente, o Compadre Washington, membro do grupo “É o Tchan”, precisou ser internado às pressas pela pressão, passando alguns dias em observação. A possibilidade de infarto foi descartada pela equipe médica, mas é um grande risco.
A verdade é que vários fatores influenciam o desenvolvimento de um ataque cardíaco, ou infarto, como a idade, pressão alta, diabetes, obesidade, alto consumo de álcool, tabaco, arritmias, embolia e a principal delas: a aterosclerose. A condição provoca a inflamação e o aumento da concentração de gordura nas artérias, conhecida popularmente como colesterol alto.
Segundo Josualdo, alguns sintomas também indicam a necessidade de procurar um médico, como a sensação de palpitação, dor ou pressão no peito, aumento da pressão, dificuldade para respirar, dor de cabeça, fraqueza nos braços e pernas, tontura e a urina com cheiro forte e aparência espumosa.
A causa da aterosclerose é uma alimentação desbalanceada e o elevado consumo de gorduras, álcool, tabaco e a falta de preocupação com a prática de exercícios físicos, provocando, inclusive, outras patologias, como a obesidade e diabetes. Vale alertar que a causa também possui origem genética, sendo necessário monitorar com exames de check-up, remédios e hábitos saudáveis.
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