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RUÍDOS COMPROMETEM SAÚDE MENTAL E PROVOCAM DECLÍNIO EMOCIONAL

O cérebro só é capaz de funcionar adequadamente, gerenciando emoções, através do descanso e harmonia entre os momentos de atividade e ócio

RUÍDOS COMPROMETEM SAÚDE MENTAL E PROVOCAM DECLÍNIO EMOCIONAL
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Os barulhos são comuns no cotidiano, mas nem por isso, devem ser menosprezados. A verdade é que o excesso de sons vai muito além de um simples incômodo, provocando impactos na saúde mental ao comprometer a memória, a qualidade do sono, concentração e o equilíbrio emocional.

A verdade é que, a princípio, os ruídos até parecem inofensivos, contudo, o problema é considerado uma ameaça invisível. A condição age  diretamente sobre o sistema nervoso de diferentes formas, elevando a produção de cortisol, conhecida como o hormônio do estresse.

Diariamente, centenas de pessoas convivem com barulhos no trabalho, trânsito, ou até mesmo, em casa. Muitos acreditam estar acostumados com a situação, porém, o cérebro reage como se o som fosse uma ameaça constante, ficando em alerta e provocando um desgaste do órgão.

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A PHD em neurociências, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, explica que o cérebro não foi feito para viver em estado de alerta constante, pois, assim, acumula substâncias, consideradas nocivas para seu funcionamento, apresentando sinais de exaustão, como irritabilidade, dificuldade para focar em atividades e memorizar as coisas.

Os sintomas já são um sinal de alerta e de falta de equilíbrio mental. O cérebro só é capaz de funcionar adequadamente, gerenciando emoções, através do descanso e harmonia entre os momentos de atividade e ócio. O processo requer boas noites de sono, pausas das telas, contato com a natureza e prática de respiração.

Infelizmente, nem sempre, esses métodos serão eficientes contra os sons intensos e constantes, sendo necessário  procurar outras alternativas, incluindo o uso de protetores auriculares, fones com cancelamento de ruído e, até mesmo, alterações no ambiente - quer seja através de tapetes grossos, cortinas anti ruído ou vedação acústica.

As pausas também devem ser consideradas. Para Ângela, o ideal é fazer uma gestão dos estímulos. “Quem apresenta desgaste emocional, devido a longos períodos de tempo em frente à tela, enquanto luta contra os sons para terminar o trabalho, a recomendação é optar por pautas regulares de aproximadamente 15 minutos. Quem gosta de trabalhar com fones de ouvido, não deve usar com volume superior a 60% e, nem mesmo, por período maior que uma hora”, afirma.

Os cuidados ainda envolvem a alimentação. O consumo de substâncias estimulantes, como a cafeína e o álcool, deixam o sistema nervoso mais alerta que o normal e, consequentemente, sensível a ruídos, tornando o desconforto ainda mais desagradável.

Por último, a especialista recorda que a terapia não deve ser menosprezada, considerada uma ação a longo prazo. Pode não parecer, mas os estímulos constantes e não tratados são capazes de evoluir para síndromes graves, como o burnout, ansiedade e o esgotamento crônico, que requerem atendimento profissional. A falta de cuidados permite o avanço dos problemas, a queda na qualidade de vida e da produtividade, interação entre amigos e familiares e dificulta o tratamento

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