A trombose surge repentinamente, sem apresentar sinais e, por isso, é considerada uma condição perigosa. A jornalista da Record, Adriana Perroni, foi internada pela segunda vez, em um curto período de tempo, para tratar uma celulite facial e acabou recebendo um diagnóstico surpresa para o problema em seu braço esquerdo, possivelmente, devido ao cateter da internação anterior.
A trombose é uma das condições vasculares mais frequentes, caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos, em qualquer vaso do corpo, apesar de, normalmente, ser mais comum em membros inferiores.
O cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, explica que longas internações ou procedimentos cirúrgicos são alguns dos fatores considerados de risco, mas não são os únicos, se estendendo para o histórico familiar, idade avançada, sedentarismo, obesidade, diabetes, colesterol alto, consumo de álcool e/ou cigarro e o uso de alguns medicamentos, sobretudo, os hormonais, como o anticoncepcional e os repositores hormonais. Dessa forma, as mulheres acabam apresentando motivos extras para desenvolver a condição, junto com a gravidez.
A trombose é assintomática e só apresenta sinais em estágio mais avançado, indicando a necessidade de procurar um hospital rapidamente para atendimento especializado. As dores no membro atingido, sensação de peso - que, consequentemente, causa cansaço - inchaço e alterações na cor, textura e temperatura da pele são bastante comuns.
Agir rapidamente previne sérios problemas, como a evolução da trombose para a embolia pulmonar, que pode ser fatal. Josualdo ainda recorda que outro risco está na amputação do membro atingido, devido a falta de tratamento e o surgimento de complicações extensas, comprometendo o fluxo sanguíneo e causando infecções. Vale ainda recordar que os coágulos também são responsáveis por outros problemas, como o acidente vascular cerebral (AVC).
O diagnóstico precoce é essencial e facilita o tratamento. Os casos mais simples costumam ser resolvidos com a prescrição de medicamentos anticoagulantes, enquanto os mais delicados, requerem cirurgias, seja para a remoção ou para inserir um stent, visando dilatar o vaso atingido.
A recomendação é adotar hábitos de consulta periódica a um cirurgião vascular, principalmente quem tem casos na família ou apresenta algum dos fatores de risco. A avaliação e acompanhamento proporcionam mais segurança, junto da mudança de hábitos, com a adoção de uma vida mais saudável com a prática de atividade física, alimentação balanceada e o abandono do álcool e fumo.
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