Às vezes, os problemas vasculares surgem sem a existência de suspeitas, apresentando os primeiros sinais somente quando a situação já está séria. A influencer e atriz Sarah Femina, 21 anos, enfrentou um grande susto ao sentir uma dor repentina na perna, enquanto produzia conteúdo para redes sociais. Ela compartilhou o diagnóstico em seu perfil meses após o ocorrido.
Natural de Araras (SP), a jovem contou que, além da forte dor, percebeu sua perna mais “escura”. Ela foi ao hospital e passou por um ultrassom com o diagnóstico de trombose profunda e de característica extensa.
O inchaço na perna e os riscos levaram os médicos a internarem Sarah, durante o período natalino, sendo que ainda segue em tratamento com o uso de anticoagulantes. A estimativa é manter o medicamento por seis meses para impedir a formação de novos coágulos e dissolver os existentes. Uma informação alarmante no relato dela é que se considera uma pessoa ativa.
O cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, explica que a prática de atividade física é extremamente benéfica para a saúde vascular, e, no caso da trombose, o movimento contribui para a circulação sanguínea dos membros inferiores, uma vez que o músculo sóleo, localizado na panturrilha, ajuda no bombeamento, sendo considerado, o segundo coração do corpo. À medida que o sangue circula adequadamente é mais difícil a formação de coágulos.
Não se sabe ao certo o que desencadeou o problema dela, contudo, além do sedentarismo, fatores genéticos, idade, obesidade, doenças crônicas, ter passado por longas cirurgias e/ou hospitalizações, sofrido com fraturas recentes e o tabagismo são fatores de risco, assim como, ser mulher.
A gravidez e o uso de medicamentos à base de hormônios, como os anticoncepcionais ou repositores, afetam profundamente o funcionamento do corpo feminino, pois alteram a coagulação, aumentando o risco de coágulos.
Josualdo alerta que os casos de trombose são cada vez mais comuns, “não sendo exclusivos de uma única faixa etária, apesar de serem mais frequentes, a partir dos 50 anos”. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), as internações por trombose são cada vez mais comuns. Entre janeiro de 2012 e agosto de 2023, foram mais de 489 mil brasileiros hospitalizados para tratar a condição e evitar uma fatalidade, como por exemplo, a embolia pulmonar e, até mesmo, a morte.
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