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A recuperação judicial do Grupo Americanas foi oficialmente encerrada nesta segunda-feira (19) por determinação da Justiça do Rio de Janeiro. A decisão da 4ª Vara Empresarial da capital destacou que o conglomerado cumpriu com as exigências estabelecidas no plano, embora ainda caibam recursos contra a medida.
O processo havia sido protocolado em janeiro de 2023. A iniciativa ocorreu após a descoberta de inconsistências contábeis estimadas em R$ 20 bilhões. Naquela ocasião, as dívidas totais alcançavam cerca de R$ 43 bilhões, exigindo uma ampla reestruturação financeira aprovada no final daquele ano e homologada no início de 2024.
Tanto a administração judicial quanto o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) emitiram pareceres favoráveis. Com a homologação do fim do processo, os registros oficiais da companhia deixarão de utilizar a expressão “em recuperação judicial”.
Apesar do avanço, divergências com credores ainda poderão ser debatidas nos tribunais. O juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira pontuou em sua sentença que o encerramento não anula as cobranças das obrigações previstas.
Conforme destacou o magistrado, qualquer credor que identifique descumprimento das regras pode solicitar a execução específica ou até mesmo requerer a falência.
Americanas
Em comunicado enviado ao mercado, a diretoria classificou o encerramento como um marco histórico. A nota aponta o início de uma nova fase operacional para a empresa.
A administração aproveitou o momento para agradecer a colaboração de funcionários, fornecedores e clientes durante o período de reestruturação.
O documento oficial foi assinado por Sebastien Durchor, que atua como diretor Financeiro e de Relações com Investidores.
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