O desejo das pessoas transgêneros em concretizar a orientação sexual também no corpo aumentou ainda mais a demanda pela cirurgia plástica. A mastectomia masculinizadora é um desses procedimentos e é feita, gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), proporcionando uma melhor autoestima.
A presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Minas Gerias(SBMMG), Bárbara Pace, fala que as mamas são o maior símbolo da feminilidade, garantindo a autoestima. Contudo, entre aquelas com disforia de gênero, ou seja, não se reconhecem no sexo biológico, o órgão proeminente provoca efeitos opostos com um grande incômodo estético e psicológico.
A mastectomia masculinizadora resolve a situação, entretanto, antes, os interessados precisam passar por uma avaliação psicológica, de pelo menos, um ano, para ter certeza da escolha. Durante esse período, os tratamentos hormonais também podem ser feitos, promovendo algumas características corporais.
Outros requisitos são necessários, como ter no mínimo 18 anos e não ser obeso, tendo o índice de massa corporal (IMC), inferior a 27. O tratamento hormonal precisa ser interrompido, pelo menos, três semanas antes, evitando complicações, como a trombose.
A cirurgia retira as glândulas mamárias, gordura e pele, usando diferentes técnicas, sendo possível reconstruir a área, deixando-a similar ao tórax masculino. As cicatrizes podem ser vistas e o tamanho varia, conforme o método escolhido, porém, muitas vezes, não é uma preocupação dos pacientes.
Bárbara lembra que, a mastectomia, quando indicada por um profissional da área, pode ser realizada pelo SUS, porque se enquadra nas características asseguradas pela legislação, como uma cirurgia reparadora.