A temporada mundial de premiações de filmes e músicas estimula o interesse de milhares de aficionados pelas artes, iniciando uma maratona de pesquisas para acompanhar o anúncio dos vencedores com muita expectativa. Os indicados ao Oscar, por exemplo, auxiliam quem tem interesse ou já produziu podcasts para aprimorar o conteúdo, considerando o áudio, edição e mixagem.
A verdade é que a categoria som não recebe tanto foco, quando comparada àquelas envolvendo o melhor filme, assim como os melhores atores, porém, é de extrema importância no conjunto da obra. Cada uma das produções completa a experiência do espectador através do áudio, possibilitando que as falas dos personagens, com a captação do som, assim como a trilha e efeitos sonoros, adicionados na pós-produção, apresentem a história e criem sensações.
A origem do cinema não contava com o apoio sonoro, no conhecido “cinema mudo”. Muitas obras eram transmitidas e tinham a presença de músicos, posicionados abaixo do telão, apresentando, ao vivo e, dessincronizados as canções para promover sentimentos de felicidade, medo, angústia e espanto. Contudo, ao longo dos anos e da evolução tecnológica, as produções focaram em música e sons produzidos por atividades diárias, como o barulho de passos em um piso, ou de chaves, sendo adicionados, após o fim das filmagens.
O processo de acrescentar som aos filmes começou na década de 1920, sendo a primeira película com falas da história “O Cantor de Jazz”, em 1927. Na época, as falas foram gravadas e sincronizadas às imagens.
Concorrendo na categoria de “Melhor Som” da 95° edição do Oscar, estavam os filmes “Nada de novo no front”, “Avatar: o caminho da água”, “Batman”, “Elvis” e “Top Gun: Maverick”, um dos favoritos e que foi o vencedor. Uma curiosidade sobre o processo de edição está na supervisão e edição dos efeitos sonoros, Al Nelson e Ben Burtt passaram uma semana à bordo de um dos porta-aviões da marinha norte-americana, captando insumos para o filme. Já o mixador de som, Max Weingarten, desenvolveu um gravador que foi colocado no uniforme de cada um dos atores, propiciando que, enquanto filmavam nos caças militares, a edição captasse todos os sons, desde os botões acionados na aeronave, assim como a respiração, garantindo uma melhor imersão para os espectadores.
E como tudo isso influencia a criação do conteúdo para podcast? Simples. Em um meio que o áudio é a principal matéria-prima, a captação e edição devem ser realizadas com qualidade para proporcionar o melhor produto possível aos ouvintes.
A qualidade do conteúdo influencia diretamente em como será consumido. Afinal, todos preferem um áudio com um som mais limpo e de fácil entendimento, em vez de ruídos e baixo, comprometendo a compreensão. Vale lembrar que, em um mundo com 37% da população escutando podcasts, a recomendação é conhecer as ferramentas para destacar os infoprodutos, separando também, o amador de um profissional, conquistando um público-alvo cada vez maior e fiel.