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O mercado financeiro elevou nesta semana as estimativas para a inflação, o dólar e a taxa Selic, refletindo um cenário de cautela na economia. Ao mesmo tempo, os analistas reduziram a projeção para o crescimento do PIB.

As informações foram divulgadas pelo Banco Central por meio do Boletim Focus, relatório semanal que compila expectativas de instituições financeiras.

A projeção para a taxa básica de juros ao término de 2026 avançou para 13,5%, mostrando um ajuste em relação ao levantamento anterior.

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Atualmente, a Selic se encontra em 13,75%, o que sinaliza a possibilidade de um corte moderado nos juros até o encerramento do ano.

Para os anos seguintes, em 2027 e 2028, as taxas estimadas pelo mercado estão em 12,5% e 11%, respectivamente.

A autoridade monetária utiliza a Selic como principal ferramenta de controle sobre a alta de preços, equilibrando o custo do crédito na economia.

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, teve sua projeção elevada para 5,22% em 2026.

Para 2027, a expectativa do mercado para o índice ficou fixada em 4,76%, enquanto para 2028 a projeção é de 4%.

Dados recentes do IBGE mostraram que o IPCA-15 acumulou alta em 12 meses acima do teto da meta estabelecida.

O recuo recente na prévia da inflação foi puxado pela energia elétrica, embora os alimentos tenham exercido forte pressão de alta.

Economia

No que tange ao Produto Interno Bruto, a projeção de crescimento da economia para 2026 recuou para 1,76%, configurando a terceira baixa semanal consecutiva.

Para 2027, o mercado financeiro aguarda uma expansão de 1,2%, e para 2028 a estimativa de alta do PIB é de 1,8%.

Câmbio

As cotações projetadas para a moeda norte-americana no fim deste ano subiram para R$ 5,34 no relatório mais recente.

Em 2027, a expectativa é de que o dólar encerre o período cotado a R$ 5,40, mesmo patamar previsto para 2028.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil