Na noite desta terça-feira (2), uma mulher de 44 anos procurou o Plantão Policial de São Carlos para denunciar um caso de violência doméstica, alegando ter sido agredida e arrastada pelo ex-companheiro. A ocorrência será encaminhada à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde ela solicitou novas medidas protetivas de urgência.
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo Copom para intervir em uma situação no Jardim Jockey Clube. Ao chegarem, os policiais encontraram a vítima e seu ex-companheiro, de 54 anos, em meio a uma discussão em via pública.
A vítima, que se encontra em situação de rua, relatou que estava abrigada em um barracão quando o agressor, seu ex-companheiro de quem está separada há aproximadamente dois meses, apareceu. Ela descreveu ter sido atingida com uma barra de ferro na cabeça e no quadril, além de ter sido arrastada pelo chão por vários metros durante o ataque.
Após conseguir escapar, a mulher buscou refúgio na residência de sua mãe, de onde acionou a Polícia Militar. Ela também alegou que o ex-companheiro subtraiu duas tornozeleiras femininas e a quantia de R$ 16,50 em dinheiro.
O homem, por sua vez, negou veementemente as acusações de agressão. Ele afirmou que se dirigiu ao barracão apenas para reaver uma bicicleta que, segundo ele, lhe pertencia, e que os objetos e o dinheiro foram retidos como forma de compensação pelo suposto bem.
A mulher mencionou aos policiais que já havia possuído uma medida protetiva contra o ex-companheiro anteriormente. Contudo, verificações nos sistemas policiais não identificaram nenhuma medida protetiva vigente nem registros de ocorrências recentes envolvendo o casal.
A barra de ferro, supostamente utilizada na agressão, não foi localizada no local. Embora a vítima não apresentasse lesões visíveis no momento e não tivesse recebido atendimento médico prévio, foi emitida uma requisição para exame de corpo de delito junto ao Instituto Médico Legal (IML).
A vítima reforçou o pedido por novas medidas protetivas de urgência. Após o registro formal da ocorrência, ambas as partes foram liberadas. O caso, categorizado como violência doméstica e vias de fato, seguirá para análise da Polícia Civil.
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