Um estudo apontou que somente tiveram ataques cardíacos as pessoas voluntárias que apresentaram maior dificuldade em perdoar. O perdão é divino e está ligado, tradicionalmente e historicamente, à religião. Trata-se de uma atitude de anistia que um indivíduo concede a outro que causou danos emocionais ou físicos. Uma ação necessária para todos ficarem bem consigo e conseguirem ter relações saudáveis.
A neurocientista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, explica que perdoar é importante para a sobrevivência das relações amorosas, sociais e familiares. “Na família, por exemplo, existe um eterno “perdoar” aos frequentes conflitos e diferenças. O ato é necessário para garantir a harmonia da convivência e a sobrevivência da instituição”, afirma.
O alto nível de desinformação, em meio ao ambiente familiar, provoca muitas disputas e a maior parte das pessoas não trabalha com o perdão e a desculpa, ou seja, pratica a omissão, buscando esquecer dos conflitos e seguir em frente. O problema é que situações mal resolvidas levam a catástrofes. É necessário solucionar os impasses para todos seguirem em frente, sem mágoas ou ressentimentos.
Ângela alerta ainda que perdoar não quer dizer tratar essa pessoa da mesma forma ou seguir convivendo com ela. ‘‘É necessário entender, que se pode perdoar, mas não é necessário conviver, porque quem erra, erra novamente”, observa.