Um levantamento inédito sobre 12 candidaturas à Presidência da República revela que as propostas voltadas para as mulheres em planos de governo se concentram em temas específicos, como violência, saúde e cuidado.

No entanto, a pesquisa realizada pelo Instituto Update mostra que questões ligadas à participação política e à presença feminina em espaços de decisão receberam muito menos espaço nas propostas.

“Os programas reconhecem problemas que afetam diretamente as mulheres, mas avançam menos quando se trata de incorporá-las como sujeitos de decisão”, afirmou Carol Althaller, diretora executiva do instituto.

Publicidade

Leia Também:

Participação política

O estudo concluiu que as mulheres aparecem mais como destinatárias de políticas do que como participantes ativas do poder.

Apenas um candidato apresentou propostas específicas sobre participação político-eleitoral feminina, incluindo combate à violência política de gênero e formação de lideranças.

Violência e autonomia

Nove dos 12 planos analisados possuem propostas explícitas sobre o combate à violência contra as mulheres e o feminicídio.

A autonomia econômica e as políticas de cuidado também aparecem em pouco mais da metade dos programas avaliados pelas equipes técnicas.

FONTE/CRÉDITOS: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil