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O plano de governo de Samara Martins, candidata à Presidência da República em 2026 pela Unidade Popular (UP), propõe uma transformação estrutural no modelo socioeconômico brasileiro. Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o documento prevê a superação do capitalismo, o aumento em 100% do salário mínimo e a instituição da jornada de trabalho na escala 4x3 no país.
A chapa da UP é formada exclusivamente por mulheres, trazendo Samara Martins, cirurgiã-dentista de 38 anos, acompanhada por Raquel Brício, de 34 anos, como vice. O programa de 67 páginas argumenta que as desigualdades nacionais decorrem de um sistema que prioritariamente atende aos interesses capitalistas em detrimento das demandas populares.
Salário, emprego e direitos trabalhistas
Entre as principais diretrizes para o trabalho, a candidatura defende dobrar o valor do salário mínimo atual para R$ 3.242,00. Além disso, a proposta inclui a extinção da escala 6x1, a garantia de pleno emprego para adultos e a redução da jornada sem cortes salariais.
O texto também enfatiza o combate a opressões como o racismo, machismo, LGBTfobia e capacitismo, ao mesmo tempo em que promete proteger territórios indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
Economia e controle público
Na área econômica, a UP sugere suspender imediatamente o pagamento da dívida pública para realizar uma auditoria cidadã, estimando redirecionar R$ 2 trilhões para áreas sociais. O projeto também defende a nacionalização do sistema financeiro, com a fusão de bancos sob controle estatal, e o fim da autonomia do Banco Central.
A reestatização de empresas privatizadas é outro ponto central, citando companhias como Eletrobras, Petrobras e Vale, além de frotas de transporte urbano, ferrovias e telecomunicações. Na parte tributária, o plano prevê isenção de Imposto de Renda para trabalhadores, fim de tributos sobre itens essenciais e taxação progressiva de grandes fortunas.
Direitos humanos, segurança e meios de comunicação
A pauta social abrange a legalização do aborto, igualdade salarial entre gêneros, reforma agrária com nacionalização da terra e programas de habitação pública. Na segurança pública, propõe-se a desmilitarização policial e a eleição direta para cargos no Poder Judiciário.
Por fim, na área cultural e de comunicação, o programa advoga pela estatização de monopólios de rádio e TV, fortalecimento da imprensa alternativa e fomento à cultura popular mediante a nacionalização de grandes produtoras e gravadoras.
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