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Praça leva o nome de Aparecida do Carmo Francisco Fellippe, nossa eterna madrinha Cida

Hoje se imortaliza o nome de uma pessoa que tanto lutou para * salvar vidas*

Praça leva o nome de Aparecida do Carmo Francisco Fellippe, nossa eterna madrinha Cida
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Foi realizado no dia 07 de setembro, às 14h, em frente ao centro Pedra Verde, na Avenida Gertrudes Leite de Souza Pinto, 69, na Vila Xavier, ato simbólico de entrega da placa que denomina a praça "Aparecida do Carmo Francisco Fellippe"., 

Aparecida do Carmo Francisco Fellippe, nossa eterna madrinha Cida, nasceu no dia 13 de junho de 1946, na antiga Colônia Paulista, em Araraquara. Filha de Adolfo Francisco e Maria Jerônimo Francisco, fez parte dessa família com mais seis irmãos.

Sua trajetória na vida espiritual começou desde muito cedo. Aos 13 anos, teve seu primeiro contado com a umbanda, onde se apaixonou pela religião. Neste dia, Aparecida incorporou sua primeira entidade espiritual, o Índio Paraguassu. Depois desse primeiro contato, Aparecida pulava a janela de sua casa às escondidas para continuar participando do centro e a desenvolver sua mediunidade.

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Aos 17 anos, casou-se com Olávio Fellippe (maestro da banda sinfônica da cidade de Araraquara), ficando viúva seis meses depois de seu casamento e grávida de seu primeiro filho, Olávio Fellippe Júnior, que faleceu em 2007.

Em meados de 1966, Aparecida já trabalhava em sua casa, na Vila Xavier, com o auxílio de mais três médiuns, e atendia o prefeito Rubens Cruz e toda população que procurava assistência espiritual e caridade.

Como o movimento começou a expandir-se rapidamente e a casa não dispunha de tanto espaço, em 1968, Aparecida consegue um terreno através de doação da Prefeitura Municipal para montar o Centro Grupo Espiritual de Umbanda ÍNDIO PARAGUASSU (hoje GEAU - Grupo Espiritual e Assistencial de Umbanda Índio Paraguassu, Pedra Verde e Irú). Nascia aí a Babalorixá Madrinha Cida.

Em 1973, casou-se novamente com Juventino Gomes, com quem teve os filhos Jorge Eduardo Gomes, Janaina Cristina Gomes e Leonardo Gomes, e manteve um relacionamento por 20 anos dividido entre as cidades de Araraquara e São Paulo. Após o retorno para Araraquara com os filhos, Aparecida trabalhou na colheita da laranja para garantir o sustento da família e continuava à frente do centro espírita.

Alguns anos depois, Aparecida ingressou no Hospital Beneficência Portuguesa, onde começou trabalhando na lavanderia, na portaria, como telefonista, recepcionista, finalizando sua estada com sua aposentadoria atuando como técnica de enfermagem (operadora de eletrocardiograma e encefalograma).

Em 2015 recebeu o prêmio no Centro de Referência Afro “Mestre Jorge”, representando as mulheres negras e da religião de matriz africana de Araraquara.

Aparecida se doou por mais de 49 anos à vida de caridade e amparo assistencial e espiritual ao Grupo Espiritual índio Paraguassu, Pedra Verde e Irú. Após seu desencarne, em 27 de agosto de 2017, o centro foi assumido espiritualmente por seu irmão, Sílvio Francisco e por sua filha, Janaina Cristina Gomes.

Em homenagem à sua trajetória de vida e toda sua dedicação à assistência espiritual e à caridade, em 3 de dezembro de 2019, a área formada pelas vias públicas “Avenida Gertrudes Leite de Souza Pinto, Rua Almirante Tamandaré e Avenida das Indústrias", no bairro Cidade Industrial, foi denominada como “Praça Aparecida do Carmo Francisco Fellippe”.

Hoje se imortaliza o nome de uma pessoa que tanto lutou para * salvar vidas*
Aparecida do Carmo Francisco Fellippe nossa querida Madrinha Cida." disse Claudio Claudino

FONTE/CRÉDITOS: Diretoria do Grupo Espiritual e Assistêncial de Umbanda Índio, Paraguaçu, Pedra Verde e Irú
Washington Andrade

Publicado por:

Washington Andrade

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