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Quinta-feira, 30 de Julho 2026
Notícias/Brasil

Prédio histórico no centro do Rio vai a leilão dos Correios por R$ 53,6 milhões

Imóvel tombado na Praça XV pode ter lance reduzido caso não seja arrematado. Venda integra plano de reestruturação financeira da estatal.

Prédio histórico no centro do Rio vai a leilão dos Correios por R$ 53,6 milhões
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A tradicional edificação no centro do Rio de Janeiro é a atração principal do leilão dos Correios nesta quinta-feira (30), partindo do lance inicial de R$ 53,6 milhões. A disputa online, realizada na plataforma VIP Leilões, busca alienar ativos subutilizados para promover a reestruturação e modernização da empresa estatal.

Localizado na Rua Primeiro de Março, no entorno do conjunto arquitetônico da Praça XV, o imóvel é tombado em âmbito federal. Ele fica situado próximo a marcos históricos de relevância cultural, como o Paço Imperial, a Igreja da Candelária, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Centro Cultural França-Brasil.

Tombamento e preocupações com o uso futuro

Conforme destacou Isabel Rocha, presidente em exercício do CAU/RJ, a proteção do tombamento não impede a venda. Segundo a especialista, o proprietário detém o pleno direito de alienar, alugar ou ceder a propriedade, mantendo a obrigação legal de preservar integralmente as características do edifício.

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A principal ponderação do CAU/RJ refere-se à destinação futura do imóvel e seu impacto urbanístico na região histórica. Isabel alertou que intervenções ou obras de adaptação exigem autorização prévia dos órgãos responsáveis. O comprador precisará ter consciência do valor histórico do quarteirão para intervir de forma adequada.

Valores do certame e estrutura do imóvel

Em nota oficial, os Correios informaram que a venda reduz despesas de manutenção e financia novos investimentos na empresa. Caso não surjam arrematantes na fase inicial de R$ 53,6 milhões, a oferta inicial poderá recuar para R$ 47,8 milhões nas rodadas subsequentes.

Com aproximadamente 9 mil metros quadrados de área construída, o edifício ocupa um terreno de 1.585 metros quadrados na quadra delimitada pelas ruas Primeiro de Março, do Rosário, Visconde de Itaboraí e Travessa Tocantins. Originada no período imperial, a edificação representa um marco urbano da antiga capital do país.

Atuação do Iphan no processo de alienação

Procurado, o Iphan esclareceu que não interfere na transferência de propriedade de bens tombados, declarando-se neutro sobre quem adquire o imóvel. Contudo, o instituto ressaltou que a responsabilidade pela manutenção da estrutura permanece inteiramente com o novo proprietário.

Por fim, o novo comprador terá o prazo de até 30 dias para registrar a transferência no Cartório de Registro de Imóveis e notificar formalmente o Iphan. Qualquer alteração ou projeto para ocupação exigirá aprovação licenciada prévia perante as autoridades do patrimônio.

FONTE/CRÉDITOS: Anna Karina de Carvalho - Repórter da Agência Brasil

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