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Quarta-feira, 24 de Junho 2026
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Notícias/Cultura

Projeto de Lei propõe oficialização de Feira da Cultura Indígena

Evento vem sendo realizado pela Fundação Araporã

Projeto de Lei propõe oficialização de Feira da Cultura Indígena
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A vereadora Fabi Virgílio (PT), em coautoria com os vereadores Alcindo Sabino (PT) e Guilherme Bianco (PCdoB), está propondo a oficialização da Feira da Cultura Indígena como atividade do Calendário de Eventos do Município de Araraquara.

De acordo com o Projeto de Lei 193/2023, protocolado esta semana, a proposta institui e inclui no Calendário Oficial de Eventos do Município de Araraquara a Feira de Cultura Indígena, a ser realizada anualmente na terceira semana de maio. O evento será composto por mesas redondas, contação de histórias, oficinas, rituais, apresentações culturais, rodas de conversa, exposições e demais atividades de difusão da cultura indígena em suas diferentes manifestações.

A Feira da Cultura Indígena já existe. É uma criação da Fundação Araporã, organização civil sem fins lucrativos e vem sendo realizada com a colaboração de vários parceiros. Ao se tornar oficial, a feira se torna também perene com a tarefa de diversificar, difundir, promover e prover a visibilidade da cultura indígena.

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“A feira nasceu do compromisso incontestável da Fundação Araporã com os povos indígenas, de respeito às suas identidades e autonomia, do apoio às comunidades no desenvolvimento dos seus projetos, visando também à autossuficiência política e econômica”, observa a vereadora.

Hoje, em torno de 70 artesãos e artesãs participam da feira representando 20 povos indígenas que residem em aldeias e cidades paulistas, de forma a promover o patrimônio cultural dos povos originários em toda a sua diversidade. “A feira promove, fomenta, divulga e espalha conhecimento sobre os fazeres artísticos desses povos que têm sido, historicamente, apagados e silenciados em nosso território. É um momento de oportunizar o protagonismo de quem está por aqui desde sempre, de quem tem a perspectiva do dono dessa terra, mas foi atacado, morto, dizimado, silenciado, excluído e destituído de todo pertencimento”, explica Fabi Virgílio, lembrando que, no século XV, o Brasil tinha cerca de 800 etnias e em 2010 eram 305.

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FABI VIRGÍLIO

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