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A rosácea é uma condição crônica da pele que afeta principalmente o rosto, não tem cura e deixa a pele avermelhada por inflamação. É uma doença benigna, mas crônica e muito comum, manifesta-se em níveis variados de gravidade e exige cuidados permanentes. Por isso, em 2015 a Global Rosácea Coalition, com apoio da National Rosacea Society, anunciou abril como o Mês da Conscientização sobre a Rosácea para todo o mundo.

Além do rosto, outras partes do corpo também podem ser acometidas pela rosácea. E apesar de bastante frequente, não se conhece as causas que podem ser justificadas por fatores genéticos combinados com fatores ambientais. “Nesse sentido, o clima quente da nossa região é um problema e pede mais cuidados”, diz o dermatologista Weber Coelho.

“Falta informação por parte do público e isso outro problema para o paciente que negligencia cuidados essenciais com a pele, favorecendo o agravamento da rosácea. Nos casos mais graves, o paciente pode precisar de tratamentos mais intensivos e tem restrições maiores em sua rotina diária”, explica o médico que é membro efetivo da SBD-Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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O paciente deve ficar atento se apresenta com frequência vermelhidão com irritação na pele – a rosácea deixa pequenos vasos sanguíneos visíveis, inchaço e sensação de queimação. Os sintomas podem variar de leves a graves. “Se a pessoa apresenta ruborização frequente, é importante procurar um médico para saber como cuidar e evitar o agravamento. É preciso proteger a pele diariamente para não piorar os sintomas – o simples fato de entrar num carro quente já agrava a situação da pele”.

Segundo o médico, os casos mais leves muitas vezes não são percebidos pelo paciente exatamente por falta de esclarecimentos. “Esses casos podem ser controlados com medidas mais fáceis de higienização e proteção contra sol e calor, por exemplo, e o paciente pode manter sua rotina de atividades ao ar livre. Por outro lado, sem cuidados, a rosácea agrava, incomodando não apenas pela estética, mas comprometendo, não raramente, a autoestima”, explica.

 

Prevenção

Weber Coelho orienta que a pessoa que apresenta qualquer grau de rosácea deve evitar:

  • calor na pele
  • produtos abrasivos
  • produtos oleosos
  • ingestão de alimentos picantes ou quentes
  • consumo de álcool
  • estresse emocional, ansiedade
  • banhos quentes
  • fumo
  • uso sem receita de medicação vasodilatadora

“Como algumas dessas situações são incontroláveis, é importante consultar um dermatologista para saber como cuidar e proteger a pele. O diagnóstico é baseado nos sintomas clínicos e na aparência da pele, sem a necessidade de exames laboratoriais e quanto mais cedo for diagnosticado o problema, melhor para o paciente controlar fatores de agravamento.

 

Tratamento

Os tratamentos podem ser feitos com sabonetes específicos receitados pelo médico, medicamentos antimicrobianos e antiparasitários. A tecnologia é uma aliada. Há sabonetes neutros e produtos de limpeza e tratamento específicos. O médico indica filtro com fator de proteção acima de 70 e informa que o mercado já oferece até fator 99. 

“O laser é um excelente tratamento, mas é essencial que um dermatologista avalie qual o tratamento indicado para o tipo de pele e forma da doença, pois a rosácea é muito sensível a produtos químicos e lasers ablativos. O paciente deve consultar o médico antes de qualquer procedimento estético com laser”, explica.