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O São Paulo chegou aos últimos meses de 2026 enfrentando um desafio que se reflete não no volume total de problemas físicos, mas na longa ausência de jogadores fundamentais. Até outubro, o clube contabilizou 47 ocorrências médicas, segundo levantamento de Alexandre Giesbrecht, do portal “Anotações Tricolores”. O índice fica abaixo das 71 ocorrências registradas em todo o ano de 2025.

Apesar da queda nos números gerais, a gravidade de algumas situações elevou o tempo de recuperação sob o comando de Dorival Júnior. O perfil dos casos também mudou, com o elenco acumulando lesões complexas em estruturas como joelhos, tendões e ligamentos, além de cinco atletas que iniciaram o ano ainda tratando problemas herdados da temporada anterior.

Cirurgias ampliam ausências

O atacante Lucas Moura enfrentou um dos afastamentos mais prolongados ao romper o tendão calcâneo da perna direita em maio. Após cirurgia, ele perdeu 21 partidas antes de retornar em outubro. Na sequência, Domingos Duarte rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito e só deve voltar aos gramados em 2027.

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A lista de procedimentos cirúrgicos ainda envolve nomes como Nícolas Bosshardt, Aurélio Buta, Pablo Maia e o zagueiro Sabino, que passou por cirurgia para reparar a cartilagem do joelho direito. No total, o clube somou seis jogadores com intervenções cirúrgicas ou anúncios de procedimentos ao longo da temporada.

Reforços e impacto no elenco

A última janela de transferências também trouxe instabilidade física. Dos seis atletas contratados no meio do ano, quatro lidaram com questões médicas: Victor Sá, Newton, Aurélio Buta e Domingos Duarte. As baixas limitaram as opções da comissão técnica na reta final do Brasileirão.

Para tentar conter o cenário, o clube adotou mudanças estruturais no departamento médico e na preparação física, implementando rigoroso controle de carga. O balanço de 2026 evidencia um cenário duplo: menos ocorrências no total, mas com lesões severas que comprometeram a disponibilidade do grupo.