Araraquara News

Aguarde, carregando...

Sábado, 17 de Janeiro 2026

Notícias/Saúde

SÉRIE “ADOLESCÊNCIA” EXPLORA PERIGOS DA INTERNET, ISOLAMENTO E REQUER PAIS ATENTOS A COMPORTAMENTO DOS FILHOS

Muitas vezes, os adultos não se dão conta dos riscos que os filhos correm com o avanço tecnológico

SÉRIE “ADOLESCÊNCIA” EXPLORA PERIGOS DA INTERNET, ISOLAMENTO E REQUER PAIS ATENTOS A COMPORTAMENTO DOS FILHOS
Ângela Mathylde
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A série “Adolescência”, veiculada pela Netflix, se tornou um sucesso estrondoso, logo após ser lançada, atraindo telespectadores para a dramaticidade da trama e as abordagens, bastante atuais, envolvendo a dinâmica familiar, cyberbullying, violência e redes sociais. Os quatro episódios exibem o drama vivido pela família ao descobrir que o filho de 13 anos, vítima de bullying, havia assassinado uma colega de escola. A história provoca questionamentos sobre comportamento e os dilemas  enfrentados pelos responsáveis para controlar o tempo na internet, assim como, estimular atividades e o diálogo em casa. 

A revista Veja encomendou uma pesquisa exclusiva, feita em parceria com a MindMiners, visando compreender a distância entre os adolescentes e seus pais. A proposta também era identificar como, muitas vezes, os adultos não se dão conta dos riscos que os filhos correm com o avanço tecnológico, ampliando a distância dos conceitos familiares e se aproximando de ideologias misóginas. 

Quase metade dos pais participantes (48%) afirmou que os filhos preferem passar tempo no computador, quando tem agenda livre e, 50% deles se consideram flexíveis em relação ao tempo de exposição às telas, sendo que, somente 27% consideram muito alto o tempo de isolamento dos jovens no quarto.

Publicidade

Leia Também:

A preocupação com o tipo de conteúdo consumido também é alta. Aproximadamente 33% dos responsáveis temem, a ponto de sentirem muita insegurança sobre o conteúdo acessado, sendo que 29% deles, geralmente, não têm noção sobre como ocorrem as interações entre os jovens.

O grande perigo apresentado pela série está num dilema crescente com a internet, sobretudo, encontrado em blogs e fóruns. Os homens se sentem livres para expressar suas opiniões sobre as mulheres - o sexo “frágil” - culpando-as  pela incapacidade de criarem vínculo e se envolverem em um relacionamento amoroso, por mais que desejem.

A PHD em neurociências, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, recorda que o bullying sempre esteve presente nas escolas, contudo, agora, surge de forma diferente, estando também, no meio digital, sendo capaz de criar feridas difíceis de serem cicatrizadas. A situação influencia pensamentos e comportamentos, podendo deixar os jovens insatisfeitos com a vida, inferiorizados e violentos, já que os estímulos nesta faixa etária, cheia de mudanças, são ainda mais decisivos.

Muitos dizem que a internet é uma terra sem lei, porém, o perigo não está apenas no conteúdo disseminado pela rede, que parece não ter qualquer filtro, publicado por pessoas sem medo de viver as consequências, como também, afeta o desenvolvimento.

Ângela explica que o uso contínuo de telas faz com que o cérebro trabalhe a área focada em respostas rápidas, “dificultando a capacidade dos jovens em reterem informações e se concentrarem em atividades demandando um pouco mais de esforço mental, como exercícios, provas, trabalhos, além de claro, os próprios estudos”.

Existem diversas formas de restringir esse hábito, paulatinamente. Os aplicativos de vigilância parental podem controlar o tempo de exposição, buscando conhecer mais sobre os gostos e consumo nos perfis, assim como, planejar atividades ao ar livre, em família ou amigos. 

Os responsáveis também devem se preparar e estar abertos para conversas, consideradas difíceis, como sexualidade, relacionamentos, bullying e até pornografia, mantendo atenção a qualquer sinal, como mudanças de comportamento, sobretudo, repentinas. O tema é bastante desafiador e espaço para muitos debates, sobretudo, em relação a até que ponto as restrições e vigilância seriam consideradas excessivas.

Não possui uma conta?

Você pode anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR