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Quinta-feira, 23 de Julho 2026
Notícias/Brasil

STF autoriza PF a investigar repasses para filme sobre Bolsonaro

Decisão de André Mendonça atende a pedido da Polícia Federal para apurar possível uso indevido de R$ 60 milhões pela produtora do filme.

STF autoriza PF a investigar repasses para filme sobre Bolsonaro
© Carlos Moura/SCO/STF
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu sinal verde para a Polícia Federal (PF) iniciar um inquérito. O objetivo é investigar repasses financeiros efetuados pelo empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produtora Up Entertainment, responsável pela realização de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão de Mendonça é um passo crucial na apuração de possíveis irregularidades em torno do financiamento da obra.

A autorização do STF atende a uma solicitação formal da própria Polícia Federal, que contou com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) para avançar com a investigação. Este movimento indica um aprofundamento das diligências sobre o caso.

A controvérsia ganhou destaque em maio deste ano, quando o site The Intercept publicou reportagem indicando que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado fundos a Daniel Vorcaro para o financiamento das gravações da cinebiografia. Segundo as informações veiculadas, o ex-banqueiro teria repassado aproximadamente R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025.

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Após a divulgação de áudios que supostamente registravam uma conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro no ano passado, o senador negou veementemente qualquer acordo para obter vantagens indevidas. Ele assegurou que os recursos direcionados ao filme eram de origem estritamente privada.

O caso chegou ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal após um pedido de abertura de investigação apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Assim como no pedido da PF, a PGR também emitiu parecer favorável à apuração.

Até o momento da publicação desta notícia, a reportagem não obteve contato com a produtora audiovisual Up Entertainment, responsável pela obra cinematográfica em questão, para comentar as alegações.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues e André Richter - Repórteres da Agência Brasil 

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