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O TRE-RJ mudou 66 locais de votação por questões de segurança, visando barrar a interferência de milícias e do crime organizado nas eleições marcadas para o dia 4 de outubro.
A deliberação partiu do presidente do órgão, desembargador Claudio de Mello Tavares.
A iniciativa decorre de um estudo elaborado pelo Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral.
Esse comitê une a Justiça Eleitoral e os serviços de inteligência das forças de segurança.
O intuito é afastar as urnas de zonas consideradas de alto risco.
Com isso, cerca de 188 mil cidadãos de 20 cidades fluminenses foram impactados pela redistribuição.
“A mudança desses locais de votação é um compromisso com a higidez do processo eleitoral", declarou o desembargador.
Ele destacou que a meta é assegurar que o eleitorado exerça sua cidadania sem pressões indevidas.
O total de postos alterados supera o registrado em 2024 e pode subir.
A Justiça Eleitoral continua avaliando novas áreas no estado.
Os novos endereços precisam estar fora do alcance de facções e o mais perto possível dos anteriores.
A decisão alcança 20 municípios, incluindo a capital, Niterói, São Gonçalo e Nova Iguaçu.
Trata-se de dez cidades a mais em comparação com o pleito anterior.
Outro papel do grupo é subsidiar o Ministério Público Federal com dados de inteligência.
Isso ajuda a prevenir tentativas de infiltração de criminosos na política institucional.
Em agosto, o Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional foi instalado.
O colegiado também solicitou o apoio da Força Federal para o pleito de outubro.
Consulta
Devido às alterações, o tribunal orienta que os eleitores verifiquem seus locais de votação com antecedência.
A busca pode ser feita na página oficial da Justiça Eleitoral do estado usando o CPF ou o Título de Eleitor.
Também há atendimento telefônico pelo Disque TRE-RJ.
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