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Ele já falou sobre as recomendações do Ministério da Saúde para o uso da cloroquina, a demora do Brasil em adquirir doses de vacinas contra a Covid-19, a rejeição das ofertas feitas pelo laboratório Pfizer, entre outros temas.
A equipe do Fato ou Fake tem checado as principais declarações de Pazuello.
Essa reportagem está em atualização e novas checagens serão incluídas.
Leia:
“A decisão do STF em abril de 2020 limitou ainda mais a atuação do governo federal nessas ações. Assim, não há possibilidade de o Ministério da Saúde interferir na execução das ações dos estados na saúde sem usurpar as competências dos estados e municípios”
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— Foto: G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Em nenhum momento o Supremo proibiu ou limitou ações federais. Na verdade, o Plenário decidiu, no início da pandemia, em 2020, que União, estados, Distrito Federal e municípios têm competência “concorrente” na área da saúde pública. O STF diz que o entendimento foi reafirmado pelos ministros em diversas ocasiões. “Conforme as decisões, é responsabilidade de todos os entes da federação adotarem medidas em benefício da população brasileira no que se refere à pandemia", afirma o Supremo. Em decisões tomadas no ano passado, os ministros fixaram entendimentos no sentido de que estados e municípios também podem determinar regras de isolamento, quarentena e restrição de transporte e trânsito em rodovias para combater a epidemia do coronavírus. As prefeituras e os governos estaduais têm ainda competência para definir a lista de atividades essenciais – aquelas que não sofrem restrições de funcionamento em meio à pandemia. Em outubro, o plenário também referendou uma liminar do ministro Alexandre de Moraes, que reconheceu e assegurou a competência concorrente para que os estados e o Distrito Federal tomem medidas para combater a doença. Em nenhuma dessas decisões, a Corte retirou o poder da União de agir.
“Hoje o Brasil figura entre os países que mais imunizaram no mundo. Ficamos atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia”
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— Foto: G1
#NÃOÉBEMASSIM: Veja o porquê: O Brasil é, de fato, um dos países que mais vacinaram no mundo em números absolutos. Mas não está em 4º lugar. Além dos países citados pelo ex-ministro, o Reino Unido também aplicou mais doses. Além disso, o país aparece atrás de mais de 80 países se for considerado o percentual da população que recebeu ao menos uma dose de algum dos imunizantes, de acordo com o Our World in Data.
“A cloroquina é um antiviral e um anti-inflamatório conhecido pelo Brasil”
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— Foto: G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: A cloroquina não é um antiviral nem um anti-inflamatório, e sim um antiprotozoário. O infectologista Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explica que o medicamento é usado contra a malária. “A cloroquina é usada no tratamento de malária. A hidroxicloroquina, um derivado da cloroquina, está indicada para o tratamento de doenças reumáticas e dermatológicas, como artrite reumatoide, artrite reumatoide juvenil, lúpus eritematoso sistêmico, doenças de pele ou agravadas pela luz solar”, afirma Weissmann. O médico lembra que, no caso do Sars-COV-2, cloroquina e hidroxicloroquina não demonstram eficácia contra o vírus.
“Não foi formalizado nem foi interrompido nada no ministério (em relação à vacina do Butantan). Nunca houve a ordem”
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— Foto: G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Em outubro, o então ministro anunciou um protocolo de intenção de compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac. Um dia depois, porém, Bolsonaro afirmou que o governo federal não ia adquirir "vacina da China": "Ele [Pazuello] tem um protocolo de intenções, já mandei cancelar se ele assinou. Já mandei cancelar. O presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade. Até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado por ela, a não ser nós". O ministério, então, voltou atrás e disse: "Não há intenção de compra de vacinas chinesas". Mais: o secretário-executivo do ministério, Elcio Franco, afirmou: "Não houve qualquer compromisso com o governo do estado de São Paulo ou seu governador no sentido de aquisição de vacinas contra Covid-19". Depois, Pazuello ainda participou de uma transmissão ao vivo ao lado do presidente — ambos sem máscara — e afirmou: "Senhores, é simples assim: um manda e o outro obedece”. Ou seja, houve uma ordem. E, sim, houve uma pausa na negociação.
“Essa plataforma (TrateCOV), ela não foi distribuída aos médicos (...) O aplicativo – o aplicativo, não, a plataforma, não é um aplicativo – nunca entrou em operação”
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— Foto: G1
A declaração é #FAKE. Veja o porquê: No dia 11 de janeiro, durante um evento em Manaus, o Ministério da Saúde lançou o aplicativo TrateCOV. O lançamento da plataforma também foi noticiado na TV Brasil. O TrateCOV foi definido pela pasta como “uma plataforma de auxílio que trabalha a coleta de sintomas e sinais de pacientes, permitindo que médicos possam estabelecer, com maior segurança e rapidez, o diagnóstico e optar, conforme sua autonomia profissional, ao tratamento mais adequado". O então ministro defendeu o chamado tratamento precoce na ocasião. O próprio ministério, aliás, usou o termo “aplicativo” nas redes sociais. AE ao menos 342 profissionais foram habilitados para utilizar a plataforma, segundo a própria pasta. O G1 acessou a plataforma, que entrou, sim, em operação e recomendava o “tratamento precoce” com medicamentos ineficazes contra a Covid-19, como cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina. Segundo um especialista, o código do aplicativo parecia programado para recomendar o uso dos medicamentos aos pacientes independentemente de alguns dos campos preenchidos. A plataforma só saiu do ar no dia 21 de janeiro.
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