Muito se fala do “valor mais baixo” de mensalidade dos planos de saúde empresariais, mas engana-se quem escolhe apenas pelo preço. Quando falamos sobre reajuste, por exemplo, o plano de saúde pessoa física tem esse valor regulado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar); já no plano empresarial, esse cenário muda e se torna um pouco mais imprevisível.

Para escolher o melhor pra você, é preciso entender as diferenças entre os tipos de planos, levando em consideração os fatores que definem o valor de cada um, não só o preço, como tipo de plano, carência, como é feito o reajuste, se tem ou não coparticipação entre outros.

Quem pode contratar um plano de saúde empresarial

Qualquer empresa com CNPJ ativo pode contratar um plano de saúde, incluindo MEIs e pequenos negócios; o contrato é feito entre a empresa e a operadora/corretora, mas essa precisa ter uma regularidade cadastral na Receita Federal por no mínimo seis meses e manter seu CNPJ com as contas em dia para manter o contrato ativo.

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Para definir o valor desse tipo de plano, é levado em consideração:

  1. A quantidade de vidas - empresas grandes podem oferecer plano de saúde empresarial para todos os funcionários;

  2. A idade dos beneficiários;

  3. Operadora contratada;

  4. Região;

  5. Rede credenciada, coparticipação e tipo de contratação.

Nessa modalidade, o contratante também pode incluir familiares dependentes até 3° e parentesco por afinidade até 2°, sócios e funcionários.

Fatores que influenciam o preço

Diferente do plano de saúde individual, o valor da mensalidade e o reajuste do plano empresarial são negociados diretamente com a operadora e, apesar da mensalidade ser mais baixa por ter o custo dividido entre o grupo, ela pode mudar de acordo com a quantidade de serviços utilizados e contratação estabelecida.

É por isso que olhar apenas a mensalidade pode levar a uma escolha inadequada. Em planos coletivos não há teto da ANS, o que se avalia é a variação de custos médicos e a sinistralidade, que é quanto a operadora gastou com os usuários em relação ao que arrecadou.

Para saber se um plano empresarial realmente compensa, é importante comparar a rede credenciada, carência, coparticipação e condições de contratação. Corretoras como a Antares Corretora de Seguros ajudam empresas e CNPJs a analisar essas diferenças antes da escolha.

Tipos de plano de saúde empresariais

Dentro de uma operadora, como Sami, Alice e HAP Vida, por exemplo, existem diversos tipos de planos, com ou sem coparticipação. É importante verificar quais hospitais, clínicas, médicos e laboratórios fazem parte da rede credenciada do plano, quais especialidades possuem coparticipação, além dos prazos de carência e taxa de adesão.

Exemplo de uma cotação feita por um MEI, na faixa de 29 a 33 anos, para 1 vida:

Plano A: possui dois tipos de contratação - coparticipação parcial e coparticipação completa de 30%. A completa é cerca de R$ 115 a R$ 190 mais barata por mês que a parcial, em todos os planos, que tiveram uma variação de R505,62aR1.150,27.

Plano B: tem quatro combinações - reembolso parcial ou completo, cada um com coparticipação parcial ou completa. Os preços variaram de R$ 475,27 (reembolso completo, copart. parcial) a R$ 895,69 (reembolso parcial, copart. completa).

Dentro desses valores variam os atendimentos disponíveis (incluindo hospitais e laboratórios), assim como enfermaria ou apartamento. Solicite cotações em diferentes operadoras e escolha a que mais se aplica às suas necessidades.