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O advogado-geral da União, Jorge Messias, defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3), a proibição das bets estipulada pela Medida Provisória 1.394 de 2026, visando resguardar a economia popular e a saúde pública.

Durante a audiência pública sobre o tema, Messias sustentou que o Estado tem o dever de intervir na economia quando o funcionamento de um setor passa a violar direitos fundamentais dos cidadãos.

De acordo com o titular da AGU, as tentativas de regulamentação, que incluíam restrições publicitárias e mecanismos de fiscalização, falharam em conter os danos sociais gerados pelos sites de apostas.

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“Não há incoerência em corrigir uma escolha quando os seus efeitos se revelam socialmente gravosos. Incoerente seria conhecer o sofrimento das famílias e insistir no mesmo caminho apenas para preservar patrocínios e receitas empresariais”, pontuou o advogado-geral.

Recursos no STF

O debate no Supremo foi convocado pelo ministro Luiz Fux, relator de ações movidas pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

As duas entidades do setor contestam a norma editada em setembro deste ano e solicitam no Tribunal a derrubada imediata da medida provisória.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil