O rapper estadunidense, Young Bleed, morreu aos 51 anos, devido a um aneurisma cerebral, após passar mal depois de uma apresentação. A condição recebe menos atenção que merece da população, porém apresenta alto risco à saúde.
A patologia se desenvolve com a dilatação anormal de uma artéria, ocorrendo em qualquer uma, como no pescoço, abdômen, braços e atrás dos joelhos. De acordo com o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, o tipo cerebral é o mais perigoso, causando a morte de até metade das vítimas. Já os sobreviventes, sofrem com uma série de sequelas comprometedoras da qualidade de vida, limitando movimentos e fala, restringindo a autonomia.
Segundo relato do filho do artista, Young Bleed ficou uma semana na UTI, entubado, até falecer com hemorragia cerebral. O problema é conhecido por não apresentar sintomas, até que esteja prestes a romper, originando uma dor intensa, acompanhada de taquicardia, tontura, náuseas, vômitos, queda de pressão, torcicolo, perda de consciência e confusão mental. A visão também é atingida pela ação, provocando uma série de desconfortos, como sensibilidade à luz e visão turva ou dupla.
Josualdo alerta para a hereditariedade. Aqueles que possuem ocorrências na família devem estar cientes da possibilidade de possuir a doença, de origem genética, ou decorrente de condições de saúde adquiridas ao longo da vida, como a aterosclerose e hipertensão.
A recomendação é manter consultas periódicas com cirurgião vascular para avaliação e exames sobre alterações vasculares. “As pessoas devem adotar um estilo de vida mais saudável com alimentação balanceada, evitando gorduras e praticando atividade física”, explica.
Qualquer indício de aneurisma é motivo para procurar atendimento especializado urgente. Os cuidados rápidos permitem maiores chances de sobrevida e menores riscos de sequelas graves.
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