Os aneurismas ainda são problemas vasculares pouco conhecidos, mas, anualmente, provocam a morte de milhares de pessoas no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) registra que a doença atinge entre 10 e 15 pessoas à cada 100 mil habitantes. Trata-se do tipo cerebral três vezes mais frequente entre as mulheres.
Os aneurismas são decorrentes da dilatação anormal de uma das artérias. Além de caráter cerebral, considerada a mais comum, os vasos do pescoço, abdômen, braços e atrás dos joelhos também são frequentemente atingidos.
A causa da condição apresenta uma série de fatores, como a genética, devido a hábitos inadequados adquiridos ao longo da vida e, até mesmo, a idade, sendo mais comum entre os 35 e 60 anos.
De acordo com o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, o motivo da patologia ser mais comum entre elas, está diretamente ligado à faixa etária. Com o início da menopausa, por volta dos 50 anos, o grupo sofre com a queda nos níveis de estrogênio, influenciando, diretamente, na estrutura das paredes das artérias, deixando-as mais enfraquecidas e menos elásticas.
O grande perigo do aneurisma está na fatalidade, sobretudo, porque é conhecido por ser uma doença, muitas vezes assintomática, que apenas apresenta os primeiros sinais quando está prestes a romper, causando dor considerada intensa e repentina, além de outros sinais conforme local atingido.
Qualquer sintoma indica a necessidade urgente de procurar atendimento especializado. “Vale recordar que os aneurismas cerebrais são considerados os mais letais e causam a morte de aproximadamente 50% das vítimas. Além disso, 50% dos acometidos sofrem com algum tipo de sequela”, afirma o médico.
Para evitar a fatalidade, é importante atenção com a saúde vascular e manter consultas periódicas com um cirurgião vascular, pelo menos, anualmente - sobretudo, quando o indivíduo está dentro dos fatores de risco com idade, doenças secundárias ou histórico familiar.
Quanto mais cedo o problema é identificado, melhores são as alternativas de tratamento e, consequentemente, qualidade de vida, elevando as chances de sobrevivência e menos riscos de viver com sequelas. Para Josualdo, muitas vezes esse processo requer o uso de medicamentos e mudanças nos hábitos de vida, seja através da alimentação, abandono do fumo e álcool e exercícios físicos que devem ser feitos conforme recomendação médica, já que nem todas as atividades são recomendadas.
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