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ATEROSCLEROSE É RISCO PARA ARTÉRIAS E CÉREBRO, COMO AVC

A evolução do problema costuma ser silenciosa e requer atenção

ATEROSCLEROSE É RISCO PARA ARTÉRIAS E CÉREBRO, COMO AVC
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O funcionamento do corpo humano é bastante complexo, sendo natural a população desconhecer a necessidade de determinados cuidados, como a preocupação com o colesterol, capaz de afetar a saúde vascular de diferentes formas, inclusive, ao atingir a carótida. A condição pode ser fatal, como ocorreu com o prefeito da cidade mineira de Alfredo Vasconcelos,  Mauro César de Oliveira, de apenas 36 anos. Em 2023, ele morreu devido a complicações, após sofrer um aneurisma na carótida esquerda. 

O cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, explica que as artérias carótidas são dois vasos localizados no pescoço, consideradas extremamente importantes, sendo responsáveis por levar o sangue - rico em oxigênio - até o cérebro, mantendo o adequado funcionamento dele. 

Já o colesterol, é um tipo de gordura presente no organismo, podendo ser bom ou ruim, assim como, produzido pelo próprio corpo ou adquirido através da alimentação, principalmente, decorrente do consumo de produtos com elevado índice de gordura. 

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Quando as carótidas vão se tornando estreitas pelo acúmulo de placas, os primeiros problemas surgem, causando estenose carotídea. Uma das maiores  complicações é o acidente vascular cerebral (AVC), de caráter fatal. Outros fatores de risco envolvem a hipertensão; diabetes; envelhecimento; tabagismo e, claro, o histórico familiar para doenças cardíacas ou AVC. “O grande risco da estenose está no caráter silencioso. Os primeiros sintomas somente surgem já em estágios mais avançados” afirma o médico. 

Contudo, a evolução da condição provoca sintomas como ataque isquêmico transitório (AIT) -  considerado similar ao AVC, mas menos duradouro - e o próprio AVC, causando perda de força repentina; sensibilidade em apenas um lado do corpo; dificuldade para falar e compreender as pessoas ao redor; dor de cabeça - considerada intensa e repentina; tontura e alterações na visão -, variando para a duplicidade de imagens; embaçamento ou a dificuldade para enxergar em um ou ambos os olhos.

As ocorrências requerem atendimento médico rápido e especializado. Normalmente, o diagnóstico é feito a partir de exames de imagem para identificação da origem do problema, como o ultrassom doppler e a angiografia, seja por tomografia ou ressonância magnética.

Os diagnósticos mais graves requerem procedimento cirúrgico, chamado de angioplastia com stent. Uma pequena estrutura de metal, chamada stent, é inserida na artéria para manter a circulação sanguínea. O processo é considerado minimamente invasivo e os pacientes são rapidamente liberados, uma vez que não requer grandes cortes e, sim, uma pequena incisão na virilha ou braço.

A recomendação de Josualdo é manter acompanhamento com o cirurgião vascular,  principalmente quando o indivíduo se enquadra no grupo de fatores de risco. O diagnóstico precoce propicia maior qualidade de vida e segurança, permitindo controlar o problema de maneiras mais simples.

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