Às vezes, situações cotidianas mostram sinais que algo está errado com a visão. A ginasta campeã olímpica e mundial brasileira, Rebeca Andrade, alcançou o pódio Olímpico pela primeira vez, durante a edição de Tóquio, em 2021 e, uma simples coisa a impediu, muitas vezes, de acompanhar os seus resultados, das companheiras e adversárias.
Ela já contou em entrevistas que percebeu algo errado durante a competição, uma vez que possuía uma dificuldade tremenda para enxergar as notas nos placares do ginásio, dependendo do aviso de suas parceiras e técnicos. Posteriormente, ela descobriu dois erros refrativos, miopia - a dificuldade para visualizar objetos distantes - e astigmatismo - que causa a visão turva.
A oftalmologista do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Paula Guimarães, lembra que os vídeos dela apertando os olhos viralizaram nas redes sociais em 2021 e voltaram a popularidade neste ano, porque Rebeca, apesar de agora possuir o diagnóstico para duas das condições oculares mais comuns, continua preferindo não utilizar lentes de contato durante as competições. Segundo ela, ver os aparelhos bem definidos a assusta e prefere seguir seus instintos.
Outro motivo para ignorar as lentes é o pó de magnésio. Na ginástica, o pó garante maior segurança nas apresentações, proporcionando aderência nos aparelhos, diminuindo o risco de queda. Por se tratar de um pó, Rebeca tem medo que resquícios caiam nas lentes, elevando a probabilidade de desenvolver um problema ocular, como uma infecção ou lesão e prefere não se arriscar.
A situação ocorre porque, apesar de práticas, com a possibilidade de serem utilizadas durante várias atividades cotidianas com maior conforto, é preciso ter muito cuidado e higiene. Paula destaca que o objeto deve ser manuseado com as mãos limpas, higienizado com os produtos corretos e usado corretamente, devendo-se evitar as lentes durante atividades envolvendo água, até mesmo, durante o banho.
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