Um diagnóstico precoce pode salvar vidas, sobretudo, tradando-se de um câncer que costuma apresentar sintomas na visão. É fundamental alertar que um tumor próximo do nervo óptico pode comprimi-lo, causando efeitos, como a perda gradual da visão. Já um tumor na glândula hipófise, por exemplo, na parte inferior do cérebro, gera sequelas similares, especialmente, caso seja grande.
Segundo a oftalmologista diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, a condição decorre de um tumor maligno, formado no cérebro, originado no próprio órgão ou como metástase, quando a doença surge em outro local do corpo e se alastra. A incidência é maior entre crianças e adultos mais velhos, porém, também pode ocorrer em outras idades.
É preciso entender que os sintomas são variados e, por acometer o cérebro, também afeta diferentes partes do corpo. Os efeitos mais comuns são alterações visuais, dores de cabeça, convulsões, tonturas, desmaios, mudanças na coordenação motora - como movimentos involuntários, oscilações de humor ou personalidade, perda da audição, fraqueza, esquecimento, dificuldade ou incapacidade de engolir alimentos.
“Os principais efeitos oculares são visão duplicada ou turva, perda de campo visual, ausência de visão central, incapacidade para enxergar cores, presença de flashes ou pontos brilhantes na visão, movimentos oculares incontroláveis e o inchaço ou descoloração do nervo óptico, podendo, até mesmo, provocar perdas repentinas de visão e cegueira”, explica a oftalmologista.
O conhecimento é essencial para destacar a necessidade de um diagnóstico precoce, afinal, quanto mais rápido o problema é identificado, melhores são as alternativas para tratamento e possibilidades de bons resultados. Deve-se consultar um especialista ao identificar qualquer sinal de alteração ocular, sobretudo, se observar algum desses sintomas. A recomendação é manter consultas periódicas com oftalmologista para monitorar a saúde ocular.