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Você tem percebido que o seu cãozinho está tossindo com frequência? Cuidado, ele pode estar com colapso da traqueia! Trata-se de uma doença progressiva, causada por um enfraquecimento de anéis traqueais. Independente da idade do animal, o problema, que pode ser adquirido ou congênito, pode estar associado também ao relaxamento da membrana da traqueia e à degeneração da cartilagem de anéis traqueais.

De acordo com a Dra. Monica Mac Knight, do Hospital Veterinário Taquaral, os cachorros de pequeno porte são os que apresentam maior predisposição à doença. Raças como Poodle, Yorkshire Terrier e Maltês estão na lista dos mais suscetíveis, tanto machos, quantos fêmeas.

Sintomas

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“É bom observar porque essa tosse piora se for feita uma leve pressão no pescocinho do animal ou durante uma leve excitação que ele apresentar por algum motivo. Em pacientes com o quadro mais grave, a língua tende a ficar roxa (cianose), tem falta de ar (dispneia), engasgos, ruídos respiratórios, intolerância à exercícios e até desmaios”, frisa a Dra. Monica.

Segundo a veterinária, um fator preocupante e que se torna ainda mais agravante é a obesidade. Animais gordinhos apresentam, por si só, uma redução de sua capacidade respiratória. “Se ele tem uma crise de tosse, devido à diminuição do espaço, há uma interferência no fluxo de ar que vai para os pulmões e ele sofrer bastante”, salienta.

Diagnóstico

Além do exame clínico de consultório, a radiografia é um bom recurso para ajuda a definir o diagnóstico. A Dra. Monica ressalta, porém, que não é descartada a necessidade de verificação das vias aéreas com exames como a endoscopia, a traqueoscopia, a broncoscopia e ultrassonografia da traqueia.

A veterinária destaca que não existe uma causa precisa e específica para o colapso de traqueia. Podem ser fatores genéticos, nutricionais, alérgicos, deficiência neurológica, degeneração da matriz cartilaginosa ou outros motivos.

Prevenção

Mesmo assim, dá para prevenir. “Manter o animal afastado de poeira e de fumaça, não usar certos modelos de coleiras cervicais apertados, cuidar para evitar a obesidade e, claro, levar o pet periodicamente às consultas veterinárias.
 

Tratamento

Além de conter o contato do animal com os agentes que provocam ou intensificam os sintomas, uma possibilidade são medicações como antitussígenos, antibióticos, broncodilatadores e corticosteroides, bem como o uso de oxigenoterapia, todos receitados por um especialista.

O pet que não responde a esse tipo de tratamento pode precisar de cirurgia. Normalmente a indicação é para animais que já têm uma redução de 50% ou mais do espaço traqueal. “O principal objetivo da cirurgia é restaurar o diâmetro normal da traqueia sem que interrompa o mecanismo de defesa do paciente”, explica. Porém, a médica-veterinária enfatiza que não há cura para essa doença, somente tratamentos para aumentar a qualidade de vida do animal.

Serviço
Hospital Veterinário Taquaral

Endereço: Av. Barão de Itapura, 2.968, Taquaral – Campinas SP

Horário de funcionamento: 24 horas

Telefone: (19) 3255-3899

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