Uma boa ação leva a outra, mas nem sempre, deve-se esperar receber algo em troca quando o assunto é caridade, mas o ato ainda pode beneficiar aqueles que se preocupam com o próximo. Uma pesquisa científica publicada pelo jornal Psychosomatic Medicine: Journal of Biobehavioral Medicine, apontou que estas ações fazem bem à saúde, porém, de uma maneira diferente do que a maioria imaginaria.
Os indivíduos costumam afirmar sentir-se muito bem depois de ajudarem outras pessoas, contudo, os resultados do estudo mostraram que ajudar um conhecido, faz mais bem para a saúde do que ajudar desconhecidos, como de maneira indireta, através de instituições de caridade.
Para tal, a análise foi dividida em duas partes. Primeiro, 45 voluntários precisaram escolher entre ajudar pessoas próximas que precisavam de dinheiro, fazer doações para a caridade ou buscar o benefício próprio. Eles se sentiram mais essenciais ao ajudar um conhecido.
O segundo passo foi uma avaliação emocional com ressonância magnética feita em 382 participantes. Os resultados mostraram que atitudes positivas aumentaram a ativação de regiões ligadas ao comportamento de cuidado parental em animais, e aqueles que deram o apoio a conhecidos, tiveram uma redução na atividade da amígdala, diferente daqueles que contribuíram com a caridade indiretamente.
Outro estudo, publicado pela mesma revista, mostrou que dar este tipo de apoio social atinge o cérebro positivamente, através de áreas ligadas ao estresse e recompensa.
Desta forma, a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares explica que, fornecer e receber apoio seriam extremamente benéficos para a saúde como um todo, inclusive, a mental, já que a sensação de bem-estar garante aos envolvidos, um melhor equilíbrio emocional, com menores riscos de desenvolverem ansiedade e depressão.