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O Corinthians voltou a atrasar o pagamento do seu acordo tributário com a União após deixar de quitar as prestações vencidas no final de outubro. A inadimplência faz o clube acumular R$ 26,15 milhões em parcelas pendentes junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), colocando em risco a renegociação fiscal do Alvinegro.
A dívida total negociada pelo clube havia sido reduzida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões. No entanto, os débitos atualmente em atraso dividem-se em R$ 2.001.982,48 previdenciários e R$ 24.148.080,90 não previdenciários, este último totalizando cinco vencimentos em aberto.
Risco de rescisão e perda de descontos
Pelas regras estabelecidas no contrato, a ausência de pagamento em três parcelas, consecutivas ou alternadas, concede o direito de rescisão da transação. Embora a modalidade não previdenciária já acumule cinco parcelas não pagas, a PGFN ainda não acionou a cláusula de cancelamento.
Em outubro, a diretoria alvinegra desembolsou mais de R$ 8 milhões para quitar pendências previdenciárias anteriores. No entanto, a parcela subsequente do dia 30 venceu sem a realização do pagamento correspondente.
Impacto nas finanças e no futebol
O acordo tributário concedeu um desconto de 46% sobre o débito original, estabelecendo prazos de até 120 meses para quitação. Uma eventual rescisão revogará os abatimentos concedidos, restabelecendo a dívida integral com a cobrança imediata na Justiça e a proibição de novos acordos por dois anos.
A negociação já havia gerado debates na aprovação das contas alvinegras por conta da antecipação dos seus efeitos contábeis. Atualmente, o Corinthians enfrenta um endividamento global na casa dos R$ 2,8 bilhões, somado a pendências no futebol profissional com direitos de imagem, férias e premiações em atraso.
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