GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Organizações sociais e dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam um crescimento expressivo nos casos de violência política de gênero durante o atual período eleitoral brasileiro. Estatísticas oficiais revelam que os processos envolvendo esse tipo de ataque registraram alta significativa nos últimos anos, evidenciando um cenário alarmante para as candidatas.

A data em questão relembra um marco histórico de 1980, quando mulheres ocuparam as escadarias do Teatro Municipal de São Paulo para protestar contra os crimes de gênero. O contexto atual, no entanto, mostra que o problema persiste e se manifesta de novas formas durante as disputas nas urnas.

Levantamento de entidades como Terra de Direitos e Justiça Global contabilizou dezenas de ocorrências de agressões contra candidatas até o primeiro turno. Embora representem cerca de um terço das candidaturas, as mulheres foram os principais alvos de hostilidades e intimidações.

Publicidade

Leia Também:

Denúncias e perfil das vítimas

Registros da Central de Atendimento à Mulher, o Disque 180, mostram milhares de denúncias entre janeiro e agosto. Mulheres pretas e pardas concentram a maior parte dos casos reportados, superando o índice de notificações relativas a mulheres brancas.

No final de setembro, ativistas entregaram ao TSE um dossiê detalhando episódios de violência física, verbal e ameaças graves direcionadas a participantes do pleito, reforçando a urgência de medidas de proteção mais rigorosas.

O caso de Ana Elisa

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) tornou-se símbolo recente desse panorama ao denunciar à Polícia Civil ameaças de morte e violência sexual recebidas durante a campanha. Os ataques incluíram exposição de dados pessoais e ofensas de cunho machista e racista.

Com votação expressiva em Minas Gerais, a parlamentar precisou de escolta armada contratada pelo partido para garantir sua segurança diante da gravidade das intimidações sofridas ao longo do processo eleitoral.

Canais de denúncia

Vítimas e testemunhas de crimes voltados contra a participação feminina na política podem buscar apoio em diversos órgãos oficiais:

  • Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
  • Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público
  • Procuradoria-Geral Eleitoral e Polícia Federal
  • Polícia Militar (190) para emergências
FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil