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Representado pela Advocacia-Geral da União (AGU), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, notificou a revista Veja cobrando direito de resposta após a publicação de uma notícia falsa envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida questiona a veiculação da reportagem a poucos dias do segundo turno das eleições, desmentindo qualquer repasse financeiro irregular.
A Polícia Federal (PF) desmentiu publicamente o teor da matéria assinada por Robson Bonin. Em nota oficial, a corporação esclareceu que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro não prestou depoimento alegando ter financiado um documentário sobre o presidente, tampouco entregou documentos ou anexos com esse conteúdo à instituição.
A ação levada à Editora Abril reforça que as alegações são destituídas de fundamentação probatória e juridicamente nulas. A defesa de Vorcaro, representada pelo advogado Daniel Bialski, também declarou à Agência Brasil desconhecer o suposto financiamento e reeditou que não houve novo depoimento do empresário à PF.
Suspeita de manipulação com inteligência artificial
Diante dos fatos, o grupo de juristas Prerrogativas solicitou que a Polícia Federal realize uma perícia técnica no áudio divulgado pelo veículo. O coletivo levanta fortes suspeitas de que a gravação tenha sido adulterada por meio de inteligência artificial ou montagem para causar impacto no processo eleitoral.
O grupo alertou ainda que o material veiculado não apresenta dados básicos de contexto, como data, local ou circunstâncias da gravação. Caso a perícia comprove a adulteração ou sintetização de voz, os envolvidos poderão responder por fraude processual e crimes eleitorais.
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