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A busca pelo Enem e pela sonhada vaga na faculdade tem mobilizado mulheres maduras que adiaram a carreira por falta de apoio ou para cuidar da família. Iniciativas educacionais no Rio de Janeiro oferecem suporte pedagógico essencial para esse público.
Aos 72 anos, Zélia José dos Santos decidiu que era o momento de cuidar de si mesma. Após anos dedicada aos filhos e ao trabalho, ela retomou os estudos e busca uma vaga em serviço social com o apoio do pré-vestibular do Sindicato dos Servidores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Sintuperj).
“Não tive oportunidade quando nova. Tive família, precisava cuidar dos filhos, trabalhava fora de casa. Agora, resolvi cuidar de mim”, relata Zélia.
Segundo a administração do projeto, mulheres mais velhas representam entre 20% e 30% do corpo discente. O cursinho oferece mensalidades acessíveis, bolsas integrais e suporte psicossocial.
A técnica de enfermagem Paula Cristina dos Santos, de 55 anos, compartilha da mesma determinação. Mãe na adolescência, ela enfrenta desafios de saúde, mas mantém o foco em cursar medicina.
“É um desafio grande, pela idade, pela doença de fibromialgia que me incapacita muito. Mas nunca é tarde para sonhar”, afirma.
Estrutura da prova e preparação
No primeiro dia do exame, os candidatos enfrentam 90 questões objetivas de linguagens e ciências humanas, além da tradicional redação.
A professora Érika Rodrigues destaca que a coerência e o uso de repertório sociocultural são fundamentais para uma boa nota na produção textual.
“A gente recomenda ler bastante, ter repertório sociocultural. Mas não basta só citar esse repertório, tem que relacionar com esse argumento”, explica.
Criado em 1998, o pré-vestibular do Sintuperj já ajudou a aprovar mais de 2 mil estudantes em universidades públicas federais e na própria Uerj.
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