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Quinta-feira, 14 de Maio 2026
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Distrito Federal e 15 estados registram rendimento do trabalhador recorde, segundo o IBGE

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) revela o comportamento do mercado de trabalho, incluindo todas as formas de ocupação.

Distrito Federal e 15 estados registram rendimento do trabalhador recorde, segundo o IBGE
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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No primeiro trimestre deste ano, o Distrito Federal e outros 15 estados brasileiros registraram um rendimento médio mensal do trabalhador recorde. Esta marca histórica, divulgada pela Pnad Contínua do IBGE, reflete um cenário nacional onde a média alcançou R$ 3.722, o maior valor desde o início da série histórica em 2012.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) é a fonte desses dados, que foram tornados públicos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14).

O levantamento detalha o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos a partir dos 14 anos, abrangendo todas as modalidades de ocupação. Isso inclui desde empregos formais, com carteira assinada, até trabalhos temporários e por conta própria.

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Especificamente no Distrito Federal, o rendimento médio do trabalhador atingiu R$ 6.720, um valor 81% acima da média nacional. Essa cifra, que já havia sido antecipada em 30 de abril, sublinha a particularidade econômica da capital.

A disparidade é notável: o rendimento no Distrito Federal é três vezes maior que o do Maranhão, que registrou R$ 2.240. Apesar de ser um recorde para o estado nordestino, este é o menor valor apurado em todo o país.

Este desempenho superior do DF é atribuído principalmente à expressiva concentração de funcionários públicos na capital federal. Este setor, geralmente, oferece remunerações acima daquelas praticadas na iniciativa privada.

Unidades da federação com rendimento recorde

Confira a seguir a lista completa das unidades da federação que também alcançaram um rendimento do trabalhador recorde no período:

  • Distrito Federal: R$ 6.720
  • Santa Catarina: R$ 4.298
  • Paraná: R$ 4.180
  • Rio Grande do Sul: R$ 4.127
  • Goiás: R$ 3.878
  • Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
  • Espírito Santo: R$ 3.708
  • Minas Gerais: R$ 3.448
  • Amapá: R$ 3.412
  • Sergipe: R$ 3.031
  • Rio Grande do Norte: R$ 2.953
  • Paraíba: R$ 2.806
  • Piauí: R$ 2.628
  • Ceará: R$ 2.597
  • Bahia: R$ 2.483
  • Maranhão: R$ 2.240

Rendimento médio por região

O levantamento do IBGE também aponta que três das cinco grandes regiões brasileiras registraram recordes no rendimento médio mensal do trabalhador no primeiro trimestre:

  • Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
  • Sul: R$ 4.193 (recorde)
  • Sudeste: R$ 4.125
  • Norte: R$ 2.849
  • Nordeste: R$ 2.616 (recorde)

Taxa de desocupação por UF

O IBGE informou que a taxa de desocupação nacional, popularmente conhecida como taxa de desemprego, atingiu 6,1% no primeiro trimestre deste ano. Este é o menor índice para o período em toda a série histórica da Pnad Contínua.

É importante notar que, pelos critérios do instituto, apenas é considerada desocupada a pessoa que buscou ativamente uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados. Para a pesquisa, foram visitados 211 mil domicílios em todo o território nacional.

A análise revela ainda que 12 estados apresentaram taxas de desemprego inferiores à média nacional. Santa Catarina se destaca como a única unidade da federação com um índice abaixo de 3%.

Taxas de desocupação estaduais

Confira as taxas de desocupação por Unidade da Federação registradas no primeiro trimestre:

  • Amapá: 10%
  • Bahia: 9,2%
  • Alagoas: 9,2%
  • Pernambuco: 9,2%
  • Piauí: 8,9%
  • Sergipe: 8,6%
  • Amazonas: 8,3%
  • Acre: 8,2%
  • Rio Grande do Norte: 7,6%
  • Rio de Janeiro: 7,3%
  • Ceará: 7,3%
  • Distrito Federal: 7,1%
  • Paraíba: 7%
  • Pará: 7%
  • Maranhão: 6,9%
  • Brasil: 6,1%
  • São Paulo: 6%
  • Roraima: 5,7%
  • Tocantins: 5,6%
  • Goiás: 5,1%
  • Minas Gerais: 5%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Mato Grosso do Sul: 3,8%
  • Rondônia: 3,7%
  • Paraná: 3,5%
  • Espírito Santo: 3,2%
  • Mato Grosso: 3,1%
  • Santa Catarina: 2,7%
FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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