“Pense aorta” é o alerta para garantir mais qualidade de vida, durante o mês de setembro, destacando doenças da circulação, ainda pouco conhecidas, mas que provocam muitas mortes. A artéria aorta, por exemplo, é considerada o canal mais importante do corpo, sendo também, a maior e parte essencial para o adequado funcionamento do organismo, evitando problemas como aneurisma e a dissecção.
Segundo o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, a função dessa calibrosa veia é transportar o sangue oxigenado para o corpo, saindo do ventrículo esquerdo do coração e se ramificando em outras artérias. Os temíveis aneurismas são decorrentes da dilatação anormal das artérias, por defeito ou enfraquecimento, rompendo-se e causando hemorragia.
O problema ocorre no abdômen e tórax, sendo que o principal risco está no caráter silencioso, culminando com a morte de muitas pessoas, afinal, os sintomas somente surgem quando o problema já está avançado. Os sinais mais comuns costumam ser a aparência roxa dos membros, dor, sensação gelada e a falta de pulso.
O perigo também está na trombose, ou seja, quando um coágulo de sangue se encontra nas artérias e apresenta o risco de se desprender, podendo causar mais complicações e, inclusive, provocar amputação de membros.
Já a dissecção da aorta, um pouco menos conhecida, contudo, apresenta o mesmo potencial letal. Trata-se de uma lesão na parede interna da artéria, permitindo a invasão do sangue com a abertura de novos caminhos, entre o revestimento interno e a camada média, afetando a irrigação adequada em determinados órgãos. Vale alertar que em casos de situação avançada, o rompimento total da camada externa causa morte súbita.
Josualdo alerta para alguns sintomas indicam o início da patologia, como uma dor muito forte, que, normalmente, se inicia no peito e se expande para as costas e braços. Devido à origem, muitas vezes, é confundida com um infarto. Quem tem hipertensão e aterosclerose, ou seja, quando as artérias se endurecem, aumenta os riscos e, se tornam a principal causa de 75% dos diagnósticos, assim como as síndromes de Marfan e Ehlers-Danlos, deixando a estrutura mais frágil.
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